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Ano IV Edição nº 22 - janeiro de 2012
Galpão da Avenida Rodrigues Alves

Localizado no bairro da Gamboa, região portuária do Rio de Janeiro, o galpão situado na Avenida Rodrigues Alves, em frente aos armazéns do Porto, pertenceu à principal empresa de navegação de cabotagem no Brasil do século XX, a Companhia Nacional de Navegação Costeira.

Hoje, o edifício de dois pavimentos em estilo eclético pertence à Fundação Theatro Municipal do Rio de Janeiro, instituição criada para a gestão administrativa e técnica do Theatro Municipal, presidida atualmente por Carla Camurati. Tombado pelo município do Rio de Janeiro, pela subsecretaria de patrimônio, o edifício abrigará, após concluídas as obras, a nova central técnica de produções da Fundação.

"É um salvamento emergencial, nesta primeira etapa será feita a restauração da estrutura da cobertura. Posteriormente, a Fundação fará o restauro completo do prédio", conta Camila Furloni, arquiteta que está à frente dos trabalhos.

A obra é a primeira da Biapó no contexto do Projeto Porto Maravilha, uma parceria público-privada entre a prefeitura do Rio de Janeiro e um consórcio de grandes construtoras: Norberto Odebrecht, OAS e Carioca Engenharia, que prevê a reurbanização e a revitalização da área do Porto, com obras na área de infraestrutura, de saneamento, de proteção e salvamento do patrimônio histórico. O projeto abrange uma área de 5 milhões de metros quadrados e tem como limites as avenidas Presidente Vargas, Rodrigues Alves, Rio Branco e Francisco Bicalho, e é uma das mais antigas da capital Fluminense.

 

Mais informações sobre o Projeto Porto Maravilha, acesse: Projeto Porto Maravilha

Curiosidade: Histórico da Companhia Nacional de Navegação Costeira

“Peguei um Ita no Norte e vim pro Rio morar. Adeus, meu pai, minha mãe. Adeus Belém do Pará”. Esses versos da famosa canção de Dorival Caymmi e samba enredo da Salgueiro no ano de 1993 podem soar estranhos para os mais jovens, mas quem nasceu em meados do século passado certamente sabe do que se trata o “Ita” da letra.

Ita era o prefixo do nome de todos os navios da Companhia Real de Navegação Costeira, sempre batizados com nomes originários da língua Tupi-Guarani como: Itaiba, Itapegé e Itaquatiá. Tanto a companhia como os navios ficaram conhecidos por seus nomes abreviados, sendo a companhia conhecida por “Costeira” e os navios, todos por “Ita”.

A Costeira iniciou suas atividades em 1891, ano de sua fundação, e permaneceu até 1965, quando o último navio a vapor atracou no Porto do Rio. A navegação de cabotagem do início do século passado era a única ligação entre a região norte e o sudeste do país. Os navios da Costeira eram então responsáveis pelo transporte de passageiros e cargas por toda a costa brasileira, desde Belém, no Pará, até Porto Alegre no Rio Grande do Sul. Em seu período áureo, a Companhia chegou a ter em sua frota mais de 20 navios entre embarcações de 30, 60 e 120 metros de comprimento.

Nossa Senhora do Cenáculo
O conjunto arquitetônico de Nossa Senhora do Cenáculo, tombado pelo município, fica no Bairro das Laranjeiras, na Rua Pereira da Silva. O edifício abriga o convento das Irmãs de Nossa Senhora do Cenáculo. A obra deve durar oito meses e terá as fachadas externas, a cobertura e as esquadrias do prédio, em estilo Neoclássico, restauradas.

O imóvel foi comprado em 1941 pelas Irmãs da Congregação, que vivem no local desde então. As 14 freiras desenvolvem trabalhos sociais com jovens carentes e idosos do bairro e têm dificuldades em manter o espaço, por isso, elas decidiram vender parte do terreno para as incorporadoras PDG e CHL, que financiarão o restauro do edifício. Após a conclusão da obra, o conjunto arquitetônico continuará a servir de lar e base de trabalho das religiosas.

Curiosidade: A Congregação

O termo bíblico "Cenáculo" designa o local de orações e, por vezes, o ambiente onde foi realizada a Santa Ceia.

A congregação da linha religiosa Inaciana (de Santo Inácio de Loyola) foi fundada em 1826 pela então Madre Teresa de Courderc, canonizada em 1970 pelo papa Paulo VI e pelo Padre Estevão Therme, na pequena cidade de La Louvesc, norte da França.

A missão das freiras dessa congregação, segundo sua doutrina, é evangelizar através de Retiros Espirituais, Acompanhamento Espiritual, Catequese, Animação nos Meios Populares, Círculos Bíblicos e Participação nas Pastorais Sociais.

A congregação chegou ao Brasil em 1928, mas só se estabeleceu no Rio de Janeiro em 1941, com a compra do terreno das Laranjeiras. Atualmente, a congregação tem ramificações em diversos estados brasileiros: Bahia, São Paulo, Minas Gerais e Ceará.

 
Nossas obras

Casa da moeda

A obra do Museu e Centro Cultural da Casa da Moeda do Brasil avançou a partir do início da instalação dos painéis de isolamento térmico, da restauração dos telhados de madeira, da execução das lajes de concreto armado e das argamassas internas.

Os painéis isolantes da marca isotec, material especial importado da Itália, foram assentados nos telhados metálicos do bloco junto à Rua da Constituição. A restauração dos telhados em madeira foi executada no mês de janeiro, no bloco central do edifício. O objetivo desse processo foi, além de recuperar a estrutura, adequar as tesouras às novas calhas projetadas em estrutura de concreto. Com novas medidas, as calhas agora estão preparadas para receber um volume de chuva bem maior do que o recomendado pela Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT).

Também foram executadas mais três lajes em concreto armado, localizadas no 2º pavimento do bloco central do prédio principal, sendo duas em estrutura mista de aço e concreto, e uma em laje nervurada. As argamassas internas, feitas no próprio canteiro, assim como as externas das fachadas históricas, ambas à base de cal, foram fornecidas prontas para a aplicação pela empresa Minercal.

 

Expediente

Biapó Notícias é um orgão de informação da Construtora Biapó Ltda. Coordenação editorial: Adriano Carvalho. Jornalista Responsável: Armando Araújo GO0554 JP. Textos: Armando Araújo, Adriano Carvalho, Leonardo Rodrigues e Cláudia Nunes. Colaboração: Bartira Bahia e Camila Furloni. Fotografias: Felipe Cohen e Wandilson Guimarães. Revisão: Julieta Garcia. Diagramação: Sofia Franco.

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