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s colaboradores da Construtora Biapó foram homenageados durante a abertura exclusiva para esse público da exposição Canteiros, com colagens e pinturas de Fernando Madeira e esculturas em madeira de Sandro Cunha, no Palácio Universitário da Universidade Federal do Rio de Janeiro, no dia 20 de abril. E aqueles que preencheram todos os requisitos no ano de 2016 receberam certificados do Programa de Certificação. A iniciativa faz parte da política de valorização dos recursos humanos da empresa, que também inclui a divulgação do Programa de Bônus e Resultados.

Veja a lista dos dez mais bem colocados:

FRANCISCO ROGÉRIO OLIVEIRA

PEDREIRO E ACABAMENTOS

CARLOS ANTÔNIO DE CAMPOS

SERRALHEIRO

JOCIEL VIANA DOS SANTOS

ALMOXARIFE

JERÔNIMO GOMES DA SILVA

OPERADOR DE BETONEIRA

ANTÔNIO DE SOUSA PAIVA

ENCARREGADO DE TURMA

NILZETE PIRES SANTOS

AUX. SERV. GERAIS

JOSÉ SEVERINO DA SILVA

PEDREIRO DE ACABAMENTOS

JOÃO MARCOS CARDOSO DA SILVA E SILVA

ENCARREGADO DE TURMA

CARLA ADRIANA DE MELO

TÉCNICO DE RESTAURAÇÃO

JAILTON JOSÉ MOURA

ENCARREGADO DE RESTAURAÇÃO

Programa de Bônus e Resultados

Na mesma ocasião, foi apresentado aos colaboradores o valor do Programa de Bônus e Resultados 2017 da Construtora Biapó, equivalente a 3% do lucro líquido obtido pela empresa em 2016.

O valor dividido é proporcional ao faturamento da cidade em que está sendo realizada uma obra da Biapó, e os percentuais de cada localidade foram distribuídos assim: Rio de Janeiro, 27,85%; Goiânia, 49,29%; e Cidade de Goiás, 22,86%. Neste ano, entretanto, o programa está restrito ao Rio de Janeiro, em 2018 será ampliado para as demais cidades.

O total em reais foi divulgado no quadro de avisos de todas as obras, após o fechamento do balanço anual. O objetivo do programa é motivar o empenho e a participação dos empregados no cumprimento das metas estabelecidas pela empresa e no aperfeiçoamento de suas qualidades profissionais, além de promover o comprometimento dos funcionários e da equipe e ampliar o investimento no relacionamento da empresa com seus funcionários. Os valores são distribuídos com base na pontuação alcançada pelos funcionários em função de seu desempenho.

Exposição Canteiros movimenta o Palácio Universitário
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té o dia 15 de junho, a Construtora Biapó realiza a exposição Canteiros, com colagens e pinturas de Fernando Madeira e esculturas em madeira de Sandro Cunha, no Palácio Universitário da Universidade Federal do Rio de Janeiro (Avenida Pasteur, 250, Urca).

A abertura oficial do evento para visitação pública aconteceu no dia 24 de abril, com a presença dos artistas, e o balanco realizado já contabilizou 800 visitantes. O horário da exposição para visitação pública é de segunda a quinta-feira, das 9h às 16h; e sexta, das 9h às 15h. Para fazer o agendamento de visitas guiadas, ligue para (21) 2580 4592.

Estrutura da exposição

Na entrada principal, estão posicionadas as obras do arquiteto Fernando Madeira, com peças assemblage e pintura, e de Sandro Cunha, escultor, com trabalhos em madeira.

Próximo à escadaria de acesso à Capela de São Pedro de Alcântara, pode ser visto o resultado das experimentações artísticas realizadas com material sustentável. E no topo de acesso ao local, estão textos e imagens das intervenções da obra de restauro do Palácio Universitário.

O registro diário das etapas de trabalho gerou um significativo acervo de imagens que, uma vez compartilhado, envolveu a comunidade no processo de preservação, tornando-a consciente de sua história e identidade.

Sandro Cunha afirmou que o convite para expor foi uma surpresa: "Toda minha vida gostei de fazer

esculturas e nunca tive nenhuma pretensão de expor. Sinto uma felicidade imensa, especialmente contando com o apoio da empresa onde trabalho há vinte anos. É muito gratificante", disse, acrescentando que sempre fez o que gosta sem a preocupação de ser

ou não artista. "Quem está abrindo meus olhos para essa outra dimensão do meu trabalho é a historiadora Marília Chang. Mas, de qualquer forma, vou continuar trabalhando nas minhas esculturas. Independente de qualquer coisa, quando você faz algo que gosta, é diferente", garante.

Por meio da exposição, ele está tendo a oportunidade de rever suas primeiras peças, com as quais não tinha contato há muitos anos, como é o caso da escultura de São Joaquim. "É interessante poder ver a evolução do meu trabalho ao longo dos tempos, como vão mudando os traços", contou Sandro.

A exposição também trouxe boas lembranças para Fernando Madeira, que começou a estudar arquitetura justamente no Palácio Universitário. "É muito simpático voltar ao lugar onde passei parte da minha vida. Nem imaginava que um dia faria uma exposição lá. Andei por caminhos diferentes até iniciar minha carreira como pintor, há trinta anos, e não tinha preocupação em mostrar. Está sendo muito legal, fico contente", afirmou, dizendo ainda que, ao escolher suas obras para expor, procurou estabelecer um diálogo com o trabalho artístico de Sandro.

Fernando Madeira

Fernando Madeira é artista, arquiteto e especialista em restauro. Seu vínculo com a arte antiga vem certamente de seu lugar de nascimento, Angra dos Reis, um dos mais belos conjuntos urbanístico-arquitetônicos colonial brasileiro.

Segundo a professora do Instituto Rio Branco e da Universidade de Brasília (UnB), Angélica Madeira, ainda criança, Fernando assistiu à demolição de sua cidade em nome do progresso, e esse fato está certamente na origem de muitas de suas escolhas, que parecem querer salvar o tempo, amparar a ruína e tudo o que está se acabando.

Como arquiteto, participou da restauração de muitas igrejas, capelas e casarões no interior de Goiás, na Cidade de Goiás, em Pilar, Luziânia, Jaraguá, onde encontrava pedaços de madeira e livros velhos semi-incinerados em estantes abandonadas, que, sem serventia para o restauro, seriam jogados fora ou queimados.

Entretanto, nas mãos do artista, tornaram-se, por exemplo, os Ex-votos (1996-1997): vinte e quatro peças em assemblage, feitas a partir de madeiras provenientes de casarões e igrejas dos séculos XVIII e XIX. Tendo esses volumes como base, o artista trabalha sobre a superfície, adicionando pinturas, colagens, placas de metal, pregos, rodas dentadas, como um fabricante artesanal dessas oferendas.

São três séries presentes nessa exposição, Ex-votos, Açougue barroco e Cães e festas, que confirmam o forte vínculo da obra de Fernando Madeira com sua experiência como arquiteto: modelos e detalhes construtivos, atenção às texturas das bases tratadas como paramentos, domínio técnico do lápis, das canetas e pincéis, da técnica das tintas, a aquarela, o guache, o acrílico, as experiências com pigmentos, e a própria predileção da paleta.

As telas pintadas em acrílico e cal da série Açougue barroco (2004-2005) remetem ao mestre Ataíde, padre Jesuíno do Monte Carmelo, e aos numerosos pintores anônimos, com suas expressões deformadas e fragmentadas. Essa sequência de pinturas enfatiza elementos da arquitetura sempre em cortes, detalhes de colunas, arcos, cercaduras esplendorosas. Além dessa referência, encontram-se também aos pedaços, à guisa de estudo, partes do corpo, mãos, pés, torsos, anjos de cabeça cortada.

Cães e festas (2011-2015) dá continuidade a pesquisas anteriores relacionadas à colagem e à iconografia barroca. O suporte é todo trabalhado em rica textura obtida pela justaposição de pequenos retângulos que, colados uns aos outros sobre gaze cirúrgica, formam uma superfície rugosa, irregular, como uma parede emboçada a colher, em tons de ocre ou em branco caiado, de onde emergem as figuras. O imaginário que ali se encena remete tanto à religião – anjos, trombetas, nuvens – quanto aos ícones pagãos, seres híbridos, centauros e cães que se confundem com demônios e fantasmas, todos flutuando em um espaço meio curvo, como uma abóboda de berço escavada.

Sandro Cunha

A carreira do artista popular Sandro Cunha teve início em Hidrolândia, interior da Bahia. Grande parte de sua família trabalhava em uma oficina de lanternagem próxima a uma marcenaria. Aos onze anos, já se encantava com a arte de transformar madeira. Da observação, converteu essa matéria-prima em letras e construiu nomes, dando seu primeiro passo rumo à arte popular.

Mais tarde, em Pilar de Goiás, teve seu primeiro contato com a Construtora Biapó, que realizava o restauro da Igreja Matriz e o contratou. Sandro, além do domínio da técnica, deu forma a seus sentimentos e inspirações transformando-se em autodidata. A inspiração e o domínio da técnica são seu maior critério de valor, segundo a historiadora Marília Chang.

Sua primeira peça foi uma carroça puxada por um burrico. Peça simbólica, que representa o trabalho árduo que sempre cercou sua vida, e o burrico, um animal marcante no catolicismo que conduziu a Virgem Maria e esteve presente no nascimento do Menino Jesus. Mesmo sem perceber, a religiosidade estava ativa em seus sentimentos. Seu olhar cada vez

mais aguçado e atento pelo trabalho com o restauro e pelos novos personagens marca sua vida.

Conforme afirma, a primeira personalidade que lhe causou grande inspiração foi Veiga Vale, que resultou na peça São Joaquim de Botas, precursora de seu caminho na arte sacra. Nos idos de 2000, teve a oportunidade de trabalhar no restauro das obras do grande mestre Aleijadinho, em Congonhas do Campo (MG), o que o fincou na estrada das histórias da vida dos santos e definitivamente na arte sacra.

A arte popular evidencia-se pela produção de obras únicas, pelo arquétipo, por ser fruto da criação individual e pelo compromisso com o próprio artista, tendo como resultado peças excepcionais como as de Sandro Cunha. Podemos observar a delicadeza do olhar de Nossa Senhora das Mercês, a expressão de dor de Jesus Cristo Crucificado, com as dobras de dor dos delicados pés perfurados pelo cravo imponente ou mesmo a delicadeza dos dedos do Anjo Gabriel sobre um pequeno pedestal. Sandro é tão apaixonado por madeiras que é capaz de usar mais de um exemplar na mesma peça, demonstrando essa mistura somente através da diferenciação das cores.

Veja a divulgação da exposição no link: VÍDEO YOUTUBE

Fonte: Textos produzidos para a exposição pela professora do Instituto Rio Branco e da Universidade de Brasília (UnB), Angélica Madeira, e pela historiadora Marília Chang.