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Ano V Edição nº 28 – MaIo de 2013
Biapó inaugura Exposição Canteiro Aberto na obra do Mercado Municipal Adolpho Lisboa
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O s canteiros de obras da empresa ficam abertos para visitação pública com o objetivo de envolver a comunidade no processo de restauro, tornando também públicas as ações e decisões. A divulgação desse processo de recuperação patrimonial é marca registrada da Construtora Biapó. No interior da obra, são feitas exposições compostas por fotografias e painéis com informações sobre as metodologias adotadas. As entradas para a visitação são sempre gratuitas, dirigidas especialmente para comunidade escolar.

O registro diário das etapas de trabalho e a documentação fotográfica profissional, realizada em períodos determinados, além de permitirem o acompanhamento completo das obras, gera um significativo acervo de imagens compartilhado com a população.

O Mercado está sendo completamente restaurado pela equipe da Biapó, desde os pisos até sua cobertura, obedecendo aos preceitos internacionalmente aceitos para o restauro de edifícios históricos. Cada intervenção foi pensada no sentido de manter a originalidade e a unidade arquitetônica do conjunto. Cada parte da restauração é fruto de um processo de profundo estudo, a fim de garantir a intervenção e o restauro corretos em busca do melhor resultado.

O projeto inicial da obra foi inspirado no Mercado de Les Halles em Paris. A estrutura de ferro fundido é ricamente trabalhada em estilo Art Nouveau, ao gosto da época. Vitrais coloridos compõem os frontões, proporcionando grande beleza ao conjunto.

História de criação do Mercado
Em Manaus, até a segunda metade do século XIX, os produtos alimentícios eram trazidos dos municípios próximos e comercializados à margem do rio Negro em um local conhecido como Ribeira dos Comestíveis. Ali eram vendidos produtos como farinha, peixes, frutas, legumes, grãos, além de mercadorias produzidas na região.

O crescimento da cidade, proporcionado pelo chamado período áureo da borracha, propiciou duas condições que se mostraram fundamentais para a criação do Mercado Adolpho Lisboa: o desenvolvimento econômico e o contato direto com a Europa. Nesta época surtos epidêmicos nas cidades europeias trouxeram à luz o debate sobre a necessidade iminente de políticas de saúde pública, que incitou a criação de teorias e concepções higienistas que culminariam, entre outras coisas, na criação de mercados públicos de abastecimento. Assim, entre o final do século XIX e o início do século XX, diversas cidades construíram seus mercados, entre elas Londres, Berlim e Paris. Isso repercutiria no Brasil com a criação dos mercados municipais de São Paulo e Manaus.
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O primeiro passo para construção do Mercadão, como hoje é carinhosamente conhecido pela população manauara, foi dado em 1881, na gestão do presidente Satyro de Oliveira, com a desapropriação de um terreno de 5.400 m² próximo ao porto, situado na Rua dos Bares. Efetivamente, a construção de um mercado coberto e adequado aos padrões sanitários e comerciais iniciou-se em 1882 no governo do presidente Alarico José Furtado.
Construção
Construído pela empresa Backus & Brisbin, que atuava em Nova Orleans (EUA), no México e em Belém (Pará), era composto de um galpão coberto e uma fachada de alvenaria de pedras, voltada para o rio Negro, cujo frontão, em estilo neogótico, ficava instalado um relógio de fabricação alemã. A estrutura metálica foi totalmente importada de Liverpool, encomendada por catálogo da empresa Francisc Norton Engineers. Esta parte é hoje o Pavilhão Central, que foi inaugurado em 15 de julho de 1883.

Em 1890 o Mercado foi ampliado com a construção de mais dois pavilhões laterais. Essa ampliação, entretanto, não foi suficiente para suprir a crescente população da cidade e, em 1902, foi encomendado da empresa Walter MarcFarlane de Glasgow (Escócia) a estrutura de ferro do pavilhão posterior, hoje Pavilhão das Tartarugas. A nova estrutura se difere dos demais, por ter a cobertura em quatro águas, a iluminação com lampiões de querosene e por possuir as
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laterais todas fechadas. É nesta ampliação que o mercado recebe sua fachada voltada para a Rua dos Bares, concluída em 1906. Atualmente o Mercado Municipal Adolpho Lisboa possui seis pavilhões de ferro fundido: um central; dois laterais, da carne e do peixe; um posterior, o da Tartaruga; e dois pavilhões menores instalados lateralmente nas extremidades da fachada voltada para o rio Negro: os pavilhões Amazonas e o Pará.
Programa Biapó em sua Casa

OPrograma Biapó em sua Casa sorteou mais trabalhadores para melhorar suas condições de moradia com um prêmio no valor de R$ 1.500.00 em materiais de construção.

Os sorteados reforçaram a estrutura de suas casas, fazendo ampliações e reparos de manutenção com a ajuda técnica dos profissionais da Biapó que, unidos, fazem tudo em regime de mutirão em várias cidades onde a empresa atua.image4A migração de jovens do Nordeste brasileiro em busca de emprego na região Sudeste é historicamente recorrente, mas com José Augusto foi diferente. Ele veio ao Rio a passeio e até hoje não voltou para seu estado natal, Pernambuco.

Depois de trabalhar no corte da cana de açúcar no interior pernambucano, mudou de vida. Como vendedor autônomo, juntou dinheiro e fez uma viagem ao Rio de Janeiro em 2006, onde se apaixonou e foi trabalhar na construção civil.

Depois de preencher uma ficha em outra construtora, comprometendo-se em levar sua carteira de trabalho no dia seguinte, teve sua atenção atraída pela fachada da Casa da Moeda no caminho de volta para casa. “Entrei na Biapó para trabalhar na obra da Casa da Moeda por acaso. Depois daquele dia que passei em frente à obra, insisti em fazer a ficha, fui admitido e aqui fui ficando,” conta ele.image6José Augusto teve que esperar um ano até seu número ser sorteado e ficou firme seguindo as regras do sorteio, sem faltar ao trabalho e frequentando as aulas de Educação Patrimonial. “Eu sempre tive vontade de ganhar. Marcava as regras, ali, juntinho, para poder concorrer todo mês, e nunca ganhava. Meu número chegou perto de ser sorteado duas vezes na Casa da Moeda. Acabei até esquecendo esse negócio de sorteio. Quando eu tinha parado de torcer, estava trabalhando no Galpão e chegou a notícia lá da Casa da Moeda. O prêmio veio na hora certa. Meu irmão tinha um terreno na Ilha do Governador, no bairro de Cocotá, e rapidamente providenciamos a compra do material e a limpeza do local da obra,” disse.

José Augusto optou por formar sua equipe com seu irmão e alguns amigos moradores de sua comunidade, que já tinham feito a sapata. Com o prêmio, construíram a alvenaria, o telhado e a caixa d´agua.

Gilmar de Souza Araújo nasceu no Maranhão e transferiu-se para o Rio em 2008 em busca de uma nova oportunidade de trabalho, seguindo o caminho de seu irmão, Antônio Souza Araújo, o “Vermelho”, que já estava há algum tempo trabalhando na Biapó. Vermelho já havia sido sorteado pelo Programa em setembro de 2011 e usou o prêmio para melhorar a casa de seu avô, no Maranhão.image5“Quando entrei na Biapó, já sabia que meu irmão tinha sido premiado. Fiquei logo atento em cumprir direitinho as regras do Programa para concorrer. Na época, eu trabalhava na obra da Casa da Moeda,” lembra-se Gilmar, que foi sorteado dois meses após seu irmão.

Ao ser sorteado, ele trabalhava como servente da Biapó na restauração do futuro Museu e Centro Cultural da Casa na Moeda. Gilmar contou ainda que, antes de entrar na Biapó, trabalhou dois anos numa padaria em Botafogo. “Quando meu irmão me contou que tinha vaga na Biapó, não pensei duas vezes. Eu era louco para trabalhar aqui e voltar a estudar,” afirmou.

O dinheiro do prêmio foi aplicado na melhoria da casa de sua mãe, Dona Neuza Antônia, no bairro da COAHB no município de Buritis Bravo, interior do estado do Maranhão. “Quando meu irmão foi sorteado, ele deu o prêmio para o meu avô. E na minha vez a ideia era presentear a minha mãe. Assim, ela pode fazer a obra dos quartos na casinha dela no Maranhão. A obra estava parada há muito tempo. É muito bem vindo um prêmio para ajudar a reformar a casa da gente. Minha mãe ficou muito feliz, e a gente teve mesmo sorte dupla. Vou economizar para viajar até lá nas férias, para ver de perto a reforma da casa e a alegria dela,” conta Gilmar.image7Atualmente, Gilmar trabalha na obra do Gloria Palace, é integrante do time de futebol da Biapó, entusiasta dos programas da empresa e está matriculado no 1º período do curso de Direito.
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R esultado de uma pesquisa realizada pela Fundação Dom Cabral, a publicação reúne 29 experiências bem-sucedidas nas áreas de gestão empresarial, relacionamento com stakeholders, melhorias no processo construtivo, saúde e segurança do trabalhador, mão de obra na construção e desenvolvimento imobiliário urbano.

O objetivo do material é servir de referência como incorporação de práticas de sustentabilidade corporativa por parte das construtoras do país, uma vez que todas as experiências relatadas foram testadas. Assim, os exemplos podem ser seguidos e adaptados à realidade específica de cada empresa com bastante segurança.

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Experiência da Biapó
image10 O modelo de gestão estratégica da Construtora Biapó e sua postura socialmente responsável na condução dos negócios, considerando os interesses de todos os grupos influenciados pela atuação, estão registrados no Guia CBIC.

A conservação do patrimônio histórico-cultural, atividade fim da Construtora Biapó, é também o fio condutor de um programa de ações sociais, destinado aos seus colaboradores − o que contribui para melhorar sua capacidade produtiva e aumentar sua fidelização na empresa − e às comunidades onde a empresa atua, estimulando a formação de novos mercados. Todas essas práticas culminaram com o Programa Estratégico de Responsabilidade Social, que trouxe ganhos simultâneos para a empresa e a sociedade.
Como benefícios desta postura, o guia cita:

- A inclusão de aspectos socioambientais na estratégia da empresa, que amplia a percepção de riscos e oportunidades relacionadas ao negócio, fazendo com que as ações de responsabilidade social também contribuam para os resultados da empresa;

- A ação de responsabilidade social estratégica que orienta a definição e o relacionamento com os
públicos de interesse (stakeholders) relevantes para o desenvolvimento dos negócios;

- Melhor compreensão do negócio da empresa pelos colaboradores e aumento da consciência de seu papel no alcance de resultados;

- Ampliação dos mercados, pelo reconhecimento da sociedade quanto ao papel que a empresa desempenha no desenvolvimento das comunidades.
Para ilustrar esses conceitos, foi incluída também a descrição do programa Biapó. Além dos números, um conjunto de ações sociais inclui iniciativas como a do “Canteiro Aberto”, voltada para a comunidade, e as ações de formação de mão de obra especializada, como as aulas de educação para adultos e de educação patrimonial. Fechando a apresentação da Biapó no guia, está a seção “Como Fazer” com três passos - Reflexão Sobre a Sustentabilidade e o Negócio da Empresa, Incorporação da Sustentabilidade na Estratégia Corporativa e Estruturação das Iniciativas - para aqueles empresários que desejarem desenvolver uma experiência semelhante.

Recente reportagem da TV Brasil sobre o guia também mostrou o trabalho desenvolvido pela Biapó no “Canteiro Aberto”. Assista acessando o link:

http://tvbrasil.ebc.com.br/reporterrio/ episodio/empresas-de-construcao-civil- adotam-praticas-para-reduzir-impactos- onde-atuam

O guia está disponibilizado para download gratuito. Acesse:

http://www.cbic.org.br/arquivos/Guia_de_Boas_ Praticas_em_Sustentabilidade_CBIC_FDC.pdf
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Esquadrias
Permanecem os trabalhos de restauração das esquadrias nas fachadas posterior e fachadas 06 e 07 do pátio interno, no terceiro pavimento do convento, e os trabalhos de preparação da superfície das esquadrias, bandeiras e portais, para pintura com aplicação de fundo preparador, massa e lixamento nas fachadas laterais, esquerda e frontal.

A pintura de acabamento com tinta esmalte sintético das esquadrias do quarto pavimento está sendo feita nas seguintes cores: face externa, cor telha, e face interna, verde pantone 5845U e amarelo 7403U, conforme aprovado pela fiscalização feita pelo Instituto Rio Patrimônio da Humanidade. Após essa fase, as esquadrias devem ser embaladas com plástico bolha e papelão ondulado para aguardar o momento da reinstalação ao fim do serviço de emboço interno e externo.image12As ferragens das esquadrias do terceiro pavimento estão sendo retiradas e catalogadas para passar pelo processo de restauração, que consiste na decapagem da camada de tinta com removedor pastoso e esmeril.

Também foi feita a abertura com martelete de quatro vãos originais de janela, que se encontravam emparedados na fachada dos fundos do quarto pavimento, junto à fachada
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lateral esquerda. No caso do vão central, foi erguida uma alvenaria baixa para transformação de uma porta novamente em janela. Ainda na fachada posterior, foi feito o requadramento de três vãos de janela, onde foram retiradas esquadrias de ferro substituídas por madeira.

Foram executados dois protótipos para restauração dos peitoris em madeira, tendo sido decidido em reunião padronizá-los, adotando em todos o modelo mais antigo, que possui arremate inferior com friso para pingadeira.

Em um dos protótipos, optou-se por rebaixar o peitoril, executando cavas na superfície superior do chapim para extravasamento da água que por ventura escorra pela face interna da esquadria. No outro, manteve-se o nível fazendo furos na peça para escoamento da água. Para minimizar uma possível infiltração pelas frestas em dias de chuva intensa, será feita a instalação de fitas vedantes nas bordas e no encaixe entre as folhas.
Telhado
O madeirame de tipologia T05 (tesouras e terças) voltado para fachada frontal continua sendo lixado para posterior imunização da madeira. Foi feita a remoção de telhas francesas do telhado T06, até o limite do telhado da igreja, e cobertura deste com lona.image14 image15Com o objetivo de impedir a entrada de água da chuva pela lateral e com os riscos de vazamentos na nave da Igreja, foi colocada outra lona no sentido vertical, cobrindo a tesoura localizada no limite entre o templo e o convento. As telhas retiradas foram transportadas e armazenadas no pátio interno, e a revisão do encontro entre os telhados T-04 e T-03 está em andamento.

Expediente

Biapó Notícias é um orgão de informação da Construtora Biapó Ltda. Coordenação editorial: Adriano Carvalho. Jornalista Responsável: Armando Araújo GO0554 JP. Textos: Armando Araújo, Adriano Carvalho, Leonardo Rodrigues e Cláudia Nunes. Colaboração: Bartira Bahia e Camila Furloni. Fotografias: Felipe Cohen e Wandilson Guimarães. Revisão: Julieta Garcia. Diagramação: Sofia Franco.

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