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Ano V Edição nº 36 - Março/Abril de 2015
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Moradores da região do Porto no Rio de Janeiro ganharam de presente, no dia 7 de julho, a reabertura da Igreja de São Francisco da Prainha, restaurada pela Construtora Biapó, trazendo de volta a aparência dos últimos anos do século XIX. O restauro foi financiado pelo Programa Porto Maravilha Cultural, coordenado pela Companhia de Desenvolvimento Urbano da Região do Porto do Rio de Janeiro (CDURP).

Após mais de uma década fechada, a igreja reabre suas portas quando o Rio de Janeiro completa 450 anos. Uma missa de Ação de Graças, celebrada pelo arcebispo do Rio de Janeiro, cardeal Dom Orani João Tempesta, reuniu a comunidade e autoridades que lotaram o templo e o adro ao redor.

Ao final da cerimônia, o prefeito Eduardo Paes destacou a importância da abertura do imóvel para a região. "Reinauguramos a Igreja de São Francisco da Prainha. O incrível do Porto Maravilha é justamente permitir que, ao mesmo tempo em que se moderniza uma região da cidade, se preserve também seu patrimônio histórico e cultural", comentou.

Para a moradora Edicleuma Rocha, é gratificante ver a igreja sendo reaberta. "Que maravilha! Fiquei deslumbrada, tinha muita curiosidade em saber como era a igreja por dentro. Acompanhei a obra desde o início. Foi resgatada uma parte da história desta região e do próprio Rio de Janeiro", comemorou ela, que mora há 20 anos no Morro da Conceição e está feliz porque o local ficará aberto para visitação da comunidade e não apenas para atividades eclesiásticas. Além disso, o espaço também abrigará o escritório nacional da Ordem Terceira de São Francisco da Penitência.

Restauro_________________________

Depois de mais de 50 anos de uso e com uma baixa atividade de manutenção, a Igreja de São Francisco da Prainha teve totalmente reestabelecida a estabilidade e a segurança da parede lateral da Sacristia e do Salão. As telhas da cobertura foram todas substituídas, reforçando a capacidade de impermeabilização e de proteção do monumento, além de terem sido realizados os serviços de restauração dos pisos do Salão e Coro; modernização do sistema de energia; restauração das alvenarias de pedra argamassada, através da aplicação de argamassas compatíveis com essas estruturas; pintura externa e interna à base de silicatos; impermeabilização externa das bases das alvenarias autoportantes; e restauração de todas as esquadrias de portas e janelas.

Os pisos internos e revestimentos de mármore das paredes da Nave e da Capela também receberam tratamentos adequados de conservação e limpeza. Os retábulos, que incluem o altar-mor e os retábulos colaterais, foram restaurados. Estes bens apresentavam poucas modificações, revelando, cada um deles, um elemento representativo do século XVIII de grande importância para a história da arte e da arquitetura religiosa brasileira.

O Oratório, localizado na sacristia e considerado a peça de maior importância histórica no interior da igreja, recebeu cuidados especiais. Nele, há dois painéis com a representação da vida de São Francisco de Assis

A obra, que contou com o acompanhamento atento e comprometido da arquiteta Thatiane Heloise, também apresentou diversos desafios importantes para os profissionais envolvidos, que ao final sentiramse gratificados. "Quando iniciamos, a igreja estava em um estado muito ruim e ficou boa pra caramba. Foi muito gratificante", disse o encarregado de obra, Frank Leid Esteves.

Essa foi a mesma percepção do restaurador Wagner Matias de Sousa. "Quando chegamos, vimos que os elementos artísticos, principalmente os altares da nave, estavam muito maltratados, e posso dizer que não tínhamos muita esperança", revelou. Mas no final, foi uma grata surpresa. "Na verdade, as peças são muito belas, mas estavam muito apagadas. Sua beleza revelou-se. É muito desafiador resgatar a beleza de uma peça ruim, é muito mais difícil", descreveu Wagner.

A equipe de restauração ainda conseguiu recuperar totalmente um painel de azulejos franceses, do século XIX, atrás do altar, que estava muito danificado. Para Walter Vilhena Valio, engenheiro especialista em restauração e consultor dos projetos e da obra, o maior desafio foi a restauração da parede lateral da capela e do salão que estava fora de prumo. "Foi bem complicado porque tivemos de fazer um escoramento e o vão era muito estreito. Em função do abandono, o telhado do salão caiu e sua deterioração tirou a parede do lugar. Foi preciso desmanchá-la e refazê-la. Ficou perfeito, e a igreja voltou a ter toda a estabilidade de volta, sem risco de desmoronamento", relatou o engenheiro, sentindo-se gratificado, assim como seus colegas, por ver mais um monumento histórico sendo devolvido para a sociedade.

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HISTÓRIA

Construída em 1696 pelo Padre Francisco da Motta e doada em testamento à Ordem Terceira de São Francisco da Penitência em 1704, a igreja é tombada pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) como monumento artístico. Seu processo de reconstrução tornou-se tradição desde que a primeira capela foi erguida no século XVII.

Durante a invasão francesa, em 1710, as tropas de Jean-François Duclerc estavam encurraladas entre a capela e o trapiche (armazém próximo ao cais para depósito e guarda de mercadorias) de propriedade da Ordem. Para provocar a rendição do inimigo, o então governador Castro Morais ordenou o incêndio dos dois prédios. Por alguns anos, tudo ficou em ruínas, até que a Ordem mandou reedificar o trapiche, à época, o mais importante da cidade.

Em 4 de novembro de 1738, a nova capela foi construída no local da antiga para satisfazer o grande número de fiéis. A nova Igreja de São Francisco da Prainha ficou pronta em 1740. No altar principal havia a imagem do Jesus Crucificado, denominado de Bom Jesus dos navegantes; nos altares laterais, São Lúcio e Santa Bonna, compondo o conjunto de imagens que são os fundamentos da Ordem Terceira de São Francisco, datadas do ano de 1834.

Em 1938 a Igreja da Prainha foi considerada Patrimônio Histórico e Artístico Nacional, juntamente à Igreja da Ordem Terceira de São Francisco da Penitência. Numa área portuária que sofreu grandes modificações, consolidou-se como um marco da história do bairro e do Brasil.

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Autoridades visitam canteiro de obras da Biapó na Cidade de Goiás
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O governador Marconi Perillo, a prefeita da Cidade de Goiás Selma Bastos e outras autoridades visitaram o canteiro de obras de restauração do Mercado Municipal, executada pela Construtora Biapó, e o Museu de Arte Sacra da Boa Morte, no dia 25 de julho.

As visitas aconteceram em meio às festividades do 288º aniversário da cidade e privilegiaram as obras contempladas pelo Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) Cidades históricas. Na ocasião, foi feita a entrega do Bloco E, formado por duas edificações avarandadas e construído para repor as áreas das partes demolidas do conjunto, como a antiga rodoviária.

Até que se conclua totalmente a obra, este bloco servirá de apoio para a relocação dos permissionários, enquanto o trabalho de restauração dos demais prosseguir.

A comitiva também visitou as obras em andamento do Bloco A. O governador Marconi Perillo parabenizou os profissionais da Biapó pelo desenvolvimento do trabalho.

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Circuito Tiradentes Cultural
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Em abril, maio e junho a Constutora Biapó apoiou na divulgação do Circuito Tiradentes Cultural e disponibilizou os eletricistas da empresa para fazer toda a parte elétrica de som e barracas de alimentação da feira na Praça Tirandentes.

O circuito, uma iniciativa da rede Tiradentes Cultural, surgiu a partir do reconhecimento do potencial artístico, cultural e histórico da praça e seus arredores, e da necessidade da revitalização social e urbanística desta região. Os responsáveis pelos espaços culturais localizados no entorno se reuniram para dar visibilidade às suas atividades, realizar ações em conjunto, potencializar a circulação de pessoas e estimular a presença e ação dos entes públicos locais.

O projeto acontece no primeiro sábado de cada mês – desde agosto de 2014 – com ocupações de rua e atividades promovidas especialmente nestes dias ou divulgadas como parte do evento, que inclui exposições, feiras, performances, apresentações musicais e teatrais, palestras e oficinas em praças, largos e ruas.

Em maio, também fez parte da programação o "Abraçaço na Praça", um ato simbólico em referência aos 200 anos de cultura na praça, no aniversário de comemoração dos 450 anos do Rio de Janeiro. E no mês de agosto, a programação traz o tema folclore e conta com a participação da Biapó, que oferece uma oficina infantil de como fazer uma parede de taipa.

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Esculturas do Solar do Visconde do Rio Seco são restauradas
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Já está em processo de restauração o grupo escultórico composto de quatro peças, que representam deusas gregas com atributos iconográficos de inspiração positivista, sobre as platibandas do Solar do Visconde do Rio Seco, nas fachadas principais, voltadas para a Praça Tiradentes.

A primeira, apoiando uma âncora, representa a navegação; a segunda escultura, a sabedoria e o conhecimento, simbolizados pelo pergaminho na mão direita e o tempo grego na mão esquerda; a terceira estátua, mais uma divindade grega, simula a Revolução Industrial e o progresso mecanicista, tendo a bigorna e a marreta na mão esquerda e uma engrenagem na mão direita, na altura do peito, como uma medalha; a quarta é a representação de Ceres, deusa da agricultura, com uma braçada de trigo do lado esquerdo, fazendo alusão à abundância. Esculpidas em terracota pigmentada na Itália, cada uma delas tem 2,10 m de altura e pesa, aproximadamente, 600 kg.

O Solar do Visconde do Rio Seco foi construído como residência nobre, anterior ao ano de 1808. Por volta de 1813 foi adquirido pelo Sr. Joaquim José de Azevedo, o Barão do Rio Seco, que veio com a corte para o Brasil, como tesoureiro da Casa Real, tendo sido elevado posteriormente a Visconde do Rio Seco. Mais tarde, o edifício viria abrigar o Clube Fluminense, que promovia elegantes e concorridas festas. Machado de Assis era um assíduo frequentador do local, assim como o próprio Imperador D. Pedro II, que compareceu a um dos seus últimos bailes. Nessa época, a área da atual Praça Tiradentes já era conhecida como ponto de encontro tradicional de artistas e músicos do Rio de Janeiro.

Em junho de 1998, o edifício, que já era tombado nas instâncias municipal e estadual, recebeu tombamento federal por sua importância histórica e tipologia arquitetônica.

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Biapó em Sua Casa
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A equipe do mutirão foi composta por Alexandre Catroli, José Felipe dos Santos, Maurício Ferreira da Conceição , Salvador Pereira, Carlos Henrique Alves da Silva, Sergio Costa e Maurício Xavier (fotógrafo).

O mutirão do Programa Biapó em sua Casa do mês de abril foi feito em Bonsucesso (RJ), na residência de Jociel Viana dos Santos, almoxarife na obra de restauração do antigo Solar Visconde do Rio Seco CRAB/Sebrae, que trabalha na Biapó há quatro anos.

Com o prêmio recebido no sorteio do programa, Jociel pode retomar a obra de melhoria e acabamento de sua morada, interrompida há algum tempo. Durante a execução da reforma, foram feitos o assentamento de piso cerâmico no terraço, o acabamento de pedra nos peitoris e a instalação de portas de madeira.

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Expediente

Biapó Notícias é um orgão de informação da Construtora Biapó Ltda.
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Textos: Armando Araújo, Adriano Carvalho e Cláudia Nunes |
Colaboração: Bartira Bahia, Camila Furloni e Sérgio Costa | Fotografias: Arquivo Biapó | Revisão: Julieta Garcia.
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