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Biapó participa do 1º Simpósio Científico ICOMOS BRASIL
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Construtora Biapó participou do 1º Simpósio Científico do Conselho Internacional de Monumentos e Sítios (ICOMOS BRASIL), associado à Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO), de 10 a 12 de maio, em Belo Horizonte. Com o tema Reconstrução Pós-Desastre, o evento retomou as discussões da edição internacional, consideradas de especial atualidade em nosso país.

O ICOMOS é o organismo consultor do Comitê do Patrimônio Mundial para a implementação da Convenção do Patrimônio Mundial da UNESCO. Sua missão é promover a conservação, a proteção, o uso e a valorização de monumentos, centros urbanos e sítios.

A Biapó foi bem representada graças à atuação do engenheiro civil, doutor em gestão de obras de restauro, engenharia civil e gestão de projetos, Jorge Campana, e da arquiteta, especialista em gestão e preservação do patrimônio cultural das ciências e da saúde, responsável pela implantação do curso de Educação Patrimonial e Cidadania nos canteiros de obra de restauração da Construtora, Camila Furloni. Eles participaram de uma sessão especial sobre o tema central do simpósio, na qual compartilharam a vasta e reconhecida experiência da empresa em salvamentos emergenciais e reconstruções pós-desastre.

De acordo com os profissionais, dois aspectos se destacaram durante a abordagem: a importância do cuidado ao se entrar em um bem cultural pós-sinistro, devido à instabilidade estrutural gerada, e a necessidade do envolvimento da comunidade em todo processo de salvamento.

Foram apresentados casos importantes ocorridos no País que envolveram o processo de salvamento emergencial de edificações históricas pela Biapó, como o Centro Histórico da Cidade de Goiás – pós-enchente (2001); a Igreja Matriz de Pirenópolis (Goiás) – pós-incêndio (2002-2006); a Igreja Matriz de São Luís do Paraitinga (São Paulo) – pós-enchente (2010); a Igreja São Pedro de Alcântara (Rio de Janeiro) – pós-incêndio (2011); e a Capela de Santo Antônio, em Nova Friburgo (Rio de Janeiro - 2011).

A mesa-redonda da sessão especial foi composta pelo professor doutor Leonardo Castriota, um dos organizadores do evento, e por pesquisadores da Universidade Federal de Minas Gerais, que, juntos, compõem um grupo de pesquisas que tem como objetivo elaborar uma declaração de significância para Bento Rodrigues, subdistrito do município de Mariana, um importante centro de mineração no século XVIII, atingido pelo rompimento da barragem do Fundão em novembro de 2015, quando uma enxurrada de lama e rejeitos de minério de ferro soterrou a vila em poucos minutos.

A Fundação Renova, instituição sem fins lucrativos constituída a partir do Termo de Transação e de

Jorge Campana e Camila Furloni representaram a Biapó no simpósio
Obras de restauração realizadas pela Construtora são apresentadas no evento

Ajustamento de Conduta firmado pela Samarco Mineração, expôs as ações desenvolvidas para reparação, restauração e reconstrução das regiões impactadas pelo rompimento da barragem.

Outro destaque da programação foi a apresentação do Comitê Brasileiro do Escudo Azul (Blue Shield Brasil), organização sem fins lucrativos composta por profissionais voluntários que promovem a troca de informações e o compartilhamento de experiências que permitam a preparação prévia de ações ágeis para salvaguardar os bens culturais em caso de grandes catástrofes. Criado em 1996, o Comitê Internacional é formado por cinco organizações não-governamentais: International Council on Archives (ICA), International Council of Museums (ICOM), International Council on Monuments and Sites (ICOMOS), International Federation of Library Associations and Institutions (IFLA) e Council of Audiovisual Archives Associations (CCAAA). As ações desenvolvidas no Brasil foram coordenadas pela Dra. Célia Zaher, no Rio de Janeiro, e o reconhecimento oficial como comitê brasileiro aconteceu em 2016.

Reconstrução Pós-Desastre

Nesse mesmo ano, no Simpósio Internacional de Istambul, especialistas apontaram o fato de que a destruição de locais de valor simbólico foi, durante muito tempo, um dispositivo de guerra que afetou sociedades e civilizações e extinguiu também seus artefatos. No momento atual, testemunhamos a destruição deliberada do patrimônio cultural através de conflitos armados em muitas partes do mundo.

Além disso, observamos, cada vez mais, a destruição dos sítios do patrimônio por intermédio de graves catástrofes naturais, que provavelmente ficarão mais severas à medida que a mudança climática produzir eventos climáticos extremos. No caso brasileiro, chama a atenção ainda a presença de

tragédias provocadas por causas humanas, como os incêndios e a exploração predatória do território, que têm provocado uma destruição incalculável do nosso patrimônio cultural e natural. O recente desastre em Mariana (MG), com o rompimento da Barragem do Fundão e a destruição do rio Doce, e de muitas comunidades e vilas, entre elas o tradicional povo Krenak, além de um dano profundo ao patrimônio cultural da região, mostra-nos a importância do assunto em nosso país.

Daí a extrema relevância do tema Reconstrução Pós-Desastre, na medida em que a sociedade impactada por catástrofes naturais e humanas, terrorismos e guerras procura reconstruir-se e vai em busca de assistência técnica e diretrizes para isso.

Finalizada uma das alas da obra do Palácio Universitário da UFRJ
Telhado do setor 3N concluído
Chafariz finalizado

No mês de junho iniciou-se a etapa do bloco 3N, último trecho da Ala Central do Palácio. Após a finalização, a equipe dará início ao restauro da Ala Leste, última a sofrer intervenção.

Com término marcado para 8 de junho de 2018, a obra já alcançou 70% de execução em dois dos três anos previstos e segue para a etapa corresponde à Ala Leste, com início na Fachada Norte em agosto de 2017 e finalização junto ao encerramento do contrato, nessa mesma data.

Em comemoração do 50º aniversário da Escola de Comunicação (ECO) da UFRJ, a Construtora Biapó presenteou a instituição com o restauro do Chafariz, localizado no pátio 5 da Ala Oeste.

Montagem e instalação de bandeja de alumínio
Decapagem dos gradis - setor 3N
Frontão em cantaria localizado na Fachada Norte
Limpeza e restauro do brasão da Fachada Norte
Cobertura da Capela São Pedro de Alcantra, UFRJ
Pátio interno da Ala Oeste (último trecho restaurado nesta Ala)
Fachada Norte (início dos serviços na Ala Leste e conclusão dos serviços na Ala Central)

O Palácio Universitário, como é conhecido hoje, já abrigou o Hospício Pedro II, inaugurado em 1852, o primeiro hospital especializado no tratamento de doenças mentais no Brasil, local de formação de médicos em psiquiatria e de instalação da primeira cátedra dessa especialização na Faculdade de Medicina e onde se deu o início da pesquisa sobre psicanálise.

O espaço representa um marco da construção civil do novo reinado. Durante os anos do regime militar, o campus da Praia Vermelha, onde está localizado, foi um dos focos da resistência à ditadura, tendo sido a Faculdade de Medicina invadida pelos militares em 1966.

Programa de Educação Patrimonial e Cidadania da Biapó promove visita ao Museu de Ciências O

Programa de Educação Patrimonial e Cidadania da Construtora Biapó – ação educativa que incentiva e promove atividades científicas e culturais aos colaboradores com encontros semanais, aulas expositivas, visitas técnicas a museus, sítios arqueológicos, teatros, galerias de artes – esteve desta vez em uma visita ao Museu de Ciências da Terra (MCTer), do Rio de Janeiro.

A instituição possui um dos acervos de geologia e paleontologia mais ricos da América Latina e é gerida pelo Serviço Geológico do Brasil, também conhecido por sua Razão Social, Companhia de Pesquisa de Recursos Minerais (CPRM), órgão vinculado ao Ministério de Minas e Energia.

O prédio histórico do museu foi construído para a abertura dos Portos às Nações Amigas, há mais de um século. Possui uma escadaria que leva a um hall majestoso, dando início a um passeio por ossos de dinossauros e pedras minerais diversas. O espaço abriga também um valioso acervo, constituído por coleções de minerais, meteoritos, rochas, fósseis, esqueletos de animais pré-históricos e documentos únicos da memória geológica da Terra.

Colaboradores ouvem atentos a exposição na entrada do museu

O contato com ciências naturais como a geologia e a paleontologia demonstra um potencial transformador na perspectiva do entendimento do ser humano com o Universo. E, para melhor compreender o assunto, a visita foi precedida de duas aulas com sessões de documentários que abordaram noções gerais de geologia, paleontologia, mineralogia, petrologia, formação de fósseis e petróleo. A exposição preparatória foi ministrada pelo museólogo da Biapó Sérgio Costa, que teve como objetivo apresentar noções de suporte para a construção de um entendimento acerca da formação e da vida na Terra a partir da cultura material representada pelos objetos expostos no museu.

Na aula expositiva durante a visita, foram abordados temas que proporcionaram uma viajem à época dos dinossauros no Brasil e o conhecimento acerca das riquezas minerais da nossa terra. Coordenada pelo museólogo da construtora e mediada por Nathalia Winkelmann Roitberg, do MCTer, a ação contou com a participação de 70 colaboradores que seguiram o seguinte roteiro: Dinossauros do Triângulo – acervo de vertebrados fósseis encontrados no triângulo mineiro; L. Lewellyn Ivor Price + 100, um paleontólogo; No tempo dos dinossauros; A mão negra na mineração; Mostra mineralógica e petrográfica; O que é geofísica?

Hall da clarabóia
Exemplar de um fóssil pré-histórico do Museu de Ciências
Exposição Canteiros mobiliza a comunidade e as instituições científicas
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ncerrada no dia 23 de junho, a exposição Canteiros - reconstruir a história, com colagens e pinturas de Fernando Madeira e esculturas em madeira de Sandro Cunha, no Palácio Universitário da UFRJ, mobilizou a comunidade e promoveu vinte visitas monitoradas com o público de diversas instituições científicas, sociais e acadêmicas como as faculdades de Educação, Comunicação, Pedagogia, Economia, Enfermagem, Psicologia e Arquitetura da UFRJ, o Instituto Benjamim Constant (IBC), o Instituto de Psiquiatria da Universidade do Brasil (IPUB), Fiocruz, Centros de Apoio Psicossocial, João Ferreira e Franco Baságlia, Casa da Ciência, Colégio Estadual Prado Júnior e Fórum de Ciência e Cultura.

Sucesso de crítica e de público, a mostra foi prorrogada por mais uma semana, a pedido da comunidade acadêmica. No total, 1469 visitantes estiverem presentes entre os dias 20 de abril a 23 de junho.

Além de conhecer as obras de Sandro Cunha e Fernando Madeira, o público teve ainda a oportunidade de fazer uma viagem no tempo para resgatar a memória social dos caminhos percorridos pela psiquiatria no Brasil e conheceu também algumas técnicas construtivas do patrimônio arquitetônico histórico, detalhes de projetos, das intervenções e das inovações técnicas do restauro.

Os monitores acolhiam o público na fachada principal do prédio em estilo greco-romano. Na escadaria, ladeada por duas belas esculturas do artista alemão Ferdinand Petrich (1798-1872), mostravam a evolução histórica do lugar, da paisagem da antiga Praia da Saudade, na Urca, à construção do Hospício (1852), transformado mais tarde em complexo acadêmico (1949) e, depois, no Palácio Universitário da UFRJ.

Em seguida, os grupos adentravam o primeiro núcleo da exposição no foyer, onde estavam expostas as esculturas em madeira de Sandro Cunha e as pinturas e colagens de Fernando Madeira.

Artista e coordenador geral de obras da Construtora Biapó, Sandro Cunha apresentou um conjunto de dezessete esculturas em madeira trabalhada de forma sustentável. O artista aprofundou sua pulsão criativa em meio à longa vivência no universo da conservação de bens culturais históricos e artísticos, onde teve contato com obras de artes de artistas como Veiga Vale e Aleijadinho. Nos encontros agendados com alunos da graduação e o público em geral, o artista foi muito questionado para revelar sua experiência e suas técnicas de trabalho.

Na transição do foyer para a escadaria de acesso à Capela São Pedro de Alcântara, os visitantes foram surpreendidos com os resultados das experimentações artísticas realizadas também com material sustentável e traduzidas pelos olhares de vários artesãos da empresa.

Exposição Canteiros é sucesso de crítica e de público
Visita dos colaboradores durante a exposição
Alunos da graduação em sabatinagem com o artista Sandro Cunha
Esculturas em madeira chamaram a atenção dos visitantes

Fernando Madeira mostrou uma trajetória fascinante como artista e arquiteto especialista em restauro. As três séries presentes na exposição, os Ex-votos, Açougue barroco e Cães e festas, confirmaram o forte vínculo de sua obra com a experiência como arquiteto: modelos e detalhes construtivos, a atenção às texturas das bases tratadas como paramentos, o domínio técnico do lápis, das canetas e pincéis, da técnica das tintas, a aquarela, o guache, o acrílico, as experiências com pigmentos, e a própria predileção da paleta.

No topo de acesso à capela, a exposição contava com réplicas do projeto de restauração e inovações técnicas, elementos artísticos da decoração do prédio e soluções estruturais das intervenções na arquitetura histórica.

Alunos de pedagogia
Funcionários da Biapó

Repercussão

"A exposição tem tudo a ver com o nosso trabalho aqui na Divisão de Memória Institucional do SiBi. O mais importante foi o contato com a história de um bem cultural relevante para a nossa memória como a capela. Muitas pessoas das novas gerações não tiveram a oportunidade de conhecê-la justamente por causa do incêndio que a destruiu. Eu estava presente nesse dia. A exposição, assim como sua restauração, devolveu para as pessoas a capela e sua história. Nas visitas, contei um pouco dessa narrativa com os novos servidores que não a tinham conhecido", disse Andréa Cristina de Barros Queiroz, diretora da Divisão de Memória Institucional do Sistema de Bibliotecas e Informações da Universidade Federal do Rio de Janeiro (SiBi/UFRJ) e doutora em História Social.

Para o SiBI, órgão suplementar do Fórum de Ciência e Cultura (FCC) e gerenciador das quarenta e cinco bibliotecas da instituição, o objetivo principal é a interação desses espaços públicos com a política educacional e administrativa da universidade, servindo de apoio aos programas de ensino, pesquisa e extensão.