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Ano V Edição nº 33 - Agosto de 2014
Exposição Canteiro Aberto valoriza a comunidade do Morro da Conceição

A “Exposição Canteiro Aberto”, desenvolvida em conjunto pela Com- panhia de Desenvolvimento Urbano da Região do Porto do Rio de Janeiro, (CDURP) e Construtora Biapó, abriu os canteiros da obra de restauração da Igreja São Francisco da Prainha para visitação pública, no dia 7 de junho, com a participação de dezenas de pessoas.

Instalada em meio às obras emer- genciais de escoramento, execução de cobertura provisória e restauro arqui- tetônico, a exposição exibiu fotografias e painéis explicando a metodologia adotada durante a obra. Durante esta visitação, o público teve a oportunidade de conhecer os trabalhos da Biapó em outros monumentos religiosos brasilei- ros a partir de uma coletânea de filmes das obras realizadas.

Participação dos moradores
da região portuária

O grande destaque foi o envolvimento da comunidade do Morro Conceição e do Bairro da Saúde, da Zona Portuá- ria da cidade do Rio de Janeiro, que cedeu fotografias de ce- rimônias realizadas no interior do templo e que retrataram, ao mesmo tempo, momentos particulares dos moradores da região e a memória do edifício. Na parede do altar prin- cipal, foram projetadas fotografias do casamento de Débora Karina e Fernando Braga, realizado na igreja em julho de 1999; e a primeira comunhão de Larissa de Freitas, em 2003.

A exibição fez grande sucesso e comoveu moradores, que se sentiram parte importante da memória e da história da igreja.

Eu achei bem interessante a
iniciativa e muito importante a ação
de restauração. A gente vê tanto
monumento sendo desprezado e esquecido no Rio de Janeiro. É muito
importante o resgate da história feito
pela exposição, com a palestra que
conta a história da igreja. A maioria
das pessoas não conhece. E as fotos,
mostrando a comunidade, completaram
esse resgate.”

Renileide Silva,
estudante de História cuja foto aparece na exibição.

Chaiene Andrade, outra estudante de História que figurou entre as imagens, concordou com a opinião da moradora, mas sentiu falta de ter um contato mais dire- to com os objetos históricos. “Achei bem interessante. É tudo muito informatizado, senti falta de ter um contato mais direto com os achados da igreja, que poderiam ter sido expostos. De qualquer maneira, é um bom modo de incentivar, principalmente as crianças, a participarem mais dos projetos culturais. Não estamos muito acostu- mados com isso no Rio de Janeiro”, disse.

A ação traduz os valores seguidos pela CDURP, de transparência e cuidado em informar as pessoas sobre suas ações com uma linguagem clara e compreensível.

Andamento da obra

Para definir o tipo de argamassa mais adequado para o edifício, foram realizados testes em laboratórios com amostras retiradas das alvenarias da igreja. O resultado confirmou o uso de argamassa mista de cal, cimento e areia, materiais utili- zados na construção que garantiram sua forma atual no início do século XX.

Com a frequente exposição ao clima, as infiltrações e o apodrecimento da estrutura foram inevitáveis, o telhado da sa- cristia se encontrava danificado e, devido à queda do teto, a parede lateral da igreja foi afetada, deslocando-se cerca de 8,0 cm para fora, na parte superior. Tendo em vista o atual estado de conservação do telhado e os possíveis danos que pode- riam surgir, foi necessária a montagem de uma cobertura provisória para proteger a obra da ação climática, possibilitando a remoção do antigo telhado, a limpeza, a recomposição das alvenarias altas e a montagem da nova cobertura.

Para que fosse possível proteger os transeuntes do desmoronamento, até que se realizassem os trabalhos de restaura- ção, foi necessária a montagem de um escoramento metálico para impedir o tombamento dessa parede sobre a via pública e as casas vizinhas.

Ao longo das obras, foram descobertas “conversadeiras” nas janelas da sacristia. As conversadeiras eram pequenos bancos feitos um pouco abaixo do peitoril das janelas, onde as pessoas podiam aproveitar a iluminação com atividades como leitura ou outros trabalhos manuais, uma vez que a energia elétrica ainda não era utilizada e as velas não eram usadas de maneira contínua por serem caras. Eram locais que ofereciam boa luminosidade, mesmo em dias nublados, promovendo privacidade para quem as usasse.

Aula de Educação Patrimonial

Toda a equipe de funcionários da obra da Igreja São Francisco da Prainha (ISFP), composta por 30 colaborado- res de campo mais a equipe técnica da Construtora Biapó, assistiu a palestra do presidente da Companhia de Desen- volvimento Urbano da Região do Porto do Rio de Janeiro (CDURP), Alberto Silva, sobre o Projeto Porto Maravilha, no dia 9 de maio, na sede da Companhia.

Após a apresentação, o museólogo e educador Sérgio Costa, da Construtora Biapó, ministrou uma aula sobre a his- tória da Igreja São Francisco da Prainha, que também teve a participação da equipe de comunicação da CDURP. Na oca- sião, houve uma explicação a respeito do projeto “Exposição Canteiro Aberto” da ISFP, que contou com a colaboração de todos na coleta de fotografias dos moradores do Morro da Conceição tiradas em procissões, quermesses, casamentos, batizados, primeira comunhão, tendo como cenário a igreja.

Família vence o
1º Campeonato
de Futebol da Biapó

O time Família venceu o Furacão na final do 1˚ Campeonato de Futebol da Biapó. Segundo o almoxarife Jociel Via- na dos Santos (colaborador da obra da Casa da Moeda do Brasil), o gol mais bonito do campeonato foi feito pelo jogador Marquinhos, do Furacão. Um gol de bicicleta, o primeiro da partida final, que infelizmente não foi suficiente para garantir a vitória.

Além da taça de campeão e vice-campeão, foram distribuídos outros troféus: o de Melhor Artilheiro foi para Leonel Tavares (Família) e de Melhor Goleiro para Leandro Alves da Silva (Dois Toques).

Biapó em Sua Casa.

Após a final do Campeonato de Futebol da Biapó, foram sorteados quatro prêmios, correspondentes a dezembro de 2013 e aos três primeiros meses de 2014 do Programa Biapó em Sua Casa.

Thiago Soares Caetano e José Francisco de Freitas Neto, colaboradores da obra da Igreja São Francisco da Prainha, e Francisco Raimundo da Silva e Pedro Carvalho de Jesus, da obra do Convento Bom Pastor, foram contemplados.

Com o prêmio de R$ 1.500,00 em materiais de construção, os colaboradores realizam melhorias nas suas condições de moradia, reforçando a estrutura de suas casas, fazendo ampliações e reparos de manutenção com a ajuda técnica dos profissionais da Biapó, que fazem tudo em regime de mutirão em várias cidades onde a empresa atua.

Biapó cria Departamento Institucional

A Construtora Biapó criou um Departamento Institucional (DI-Rio), com sede no Rio de Janeiro, coordenado pela arquiteta Bartira Bahia, em parceria direta com o museólogo e arqueólogo Sérgio Costa e o estagiário em Arquitetura Daniel Vilhena. A equipe de apoio é formada pelos arquitetos residentes de obra: Camila Furloni, Wandilson Junior, Thatiane Heloise, Almyr da Costa; os engenheiros consultores, Walter Vilhena e Jorge Campana; e o restaurador Sandro Cunha.

O DI-Rio é uma extensão dos trabalhos desenvolvidos no escritório central da empresa em Goiânia, e abrange assuntos operacionais e administrativos rotineiros de uma empresa de Construção Civil, incluindo também os assuntos especiais de quem trabalha especificamente com bens culturais edificados e investe na valorização de seus colaboradores.
Educação Patrimonial (EP)

Um grande número de atividades, como o desenvolvi- mento de uma apostila-cartilha para as aulas de Educação Patrimonial, foi programado para a sistematização de um conteúdo padrão sobre a disciplina direcionada aos cola- boradores da empresa em todas as obras realizadas no país.

Foram definidos sete temas principais: O que é Patri- mônio Cultural; Patrimônio no Brasil; História do Hotel Glo- ria; Narradores de Javé; Projeto de Restauração; Matriz de Pirenópolis; Representação Gráfica. E apresentados oito filmes sobre as obras no Centro-Oeste na década de 1990, realizados pela Biapó, e outro sobre Segurança do Trabalho, da cineasta Brisa Verena.

Outros profissionais-parceiros, detentores de conhecimentos específicos da área de restauração, foram convidados para ministrar palestras: Silmara Macedo (especialista em Xilófagos); Sandro Cunha (madeiras e seus usos na Construção Civil); Almyr (noções de leitura de projeto);

Walter Vilhena, Jorge Campana, Wagner Matias, Marcelo Felicetti entre outros.

As aulas de Educação de Jovens e Adultos Trabalhadores (Pejat) continuarão sendo realizadas para promover o interesse dos colaboradores em aprender a ler, escrever e também proporcionar o aprimoramento desses conhecimentos. A proposta pedagógica é a alfabetização com base em práticas e vivências no âmbito do trabalho da restauração arquitetônica.

Qualificação Profissional

Com intuito de aprimorar a qualificação profissional, serão fortalecidas as parcerias já existentes com o Instituto de Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), Serviço Social da Construção Civil no estado de Goiás (Seconci) e Universidade Federal do Rio de

Janeiro (UniRio), e criadas novas que possibilitem o aprimoramento profissional de seus colaboradores e a promoção da cidadania. As últimas oficinas realizadas foram sobre Argamassas e Roccaile na obra do Cenáculo, em 2013.
Programa de Inclusão de Pessoas
com Necessidades Especiais (PNE)

As parcerias já consolidadas com o Instituto Nacional de Educação de Surdos (INES) e o Instituto Brasileiro de Coaching (IBC) serão renovadas e novas possibilidades avaliadas para a consolidação do programa.

Outras ações relevantes serão desenvolvidas pelo Departamento Institucional no Rio de Janeiro (DI-Rio) como

a elaboração de um Programa de Ações Ambientais; aperfeiçoamento do Programa de Segurança no Trabalho; isenção do ISSQN das obras; Programa de Qualidade de Atendimento ao Cliente em todas as etapas do relacionamento, inclusive no momento pós-contrato; e comemoração dos 25 anos de existência da empresa.

Representações expressivas do artesanato brasileiro puderam ser visitadas por moradores e turistas durante a Copa do Mundo de 2014, no Rio de Janeiro. Bonecas e leões de barros de Minas Gerais, Alagoas e Pernambuco, rendas e bordados da região Nordeste e flores esqueletizadas do Cerrado fizeram parte da exposição “A potência do objeto”, mostra que aconteceu de 31 de maio a 26 de julho, no Centro de Referência do Artesanato Brasileiro (CRAB). A iniciativa do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae - RJ) marca a transformação do conjunto de três edifícios centenários, localizados na Praça Tiradentes, no centro do Rio, em um moderno centro cultural.

A obra de restauração, ampliação e adequação dos edifícios de números 67, 69 e 71, com o objetivo de in- terligar os três imóveis para abrigar o CRAB, está sendo feita pela Construtora Biapó. A sede fica em um solar imponente, construído no século XVIII, que pertencia ao Visconde do Rio Seco, e foi tombado pelo Iphan em 1998.

A proposta do Sebrae - RJ é transformar o espaço em referência e centro irradiador da cultura do artesa- nato brasileiro, preservando a herança histórica do local e, ao mesmo tempo, equipando as instalações conce- bidas como espaços multiculturais com equipamentos tecnológicos de última geração.

Para o presidente do Sebrae Nacional, Luiz Barretto, faltava um lugar onde o artesanato brasileiro, de forma integrada, fosse estimado como um produto nacional. “Agora, com a criação do Centro de Referência do Artesanato Brasileiro, isso passa a ser uma realidade. Nesse espaço faremos capacitação empresarial do artesão e o aprimoramento de sua arte”, avalia.

Para o superintendente do Sebrae no Rio de Janeiro, Cezar Vasquez, o novo espaço funcionará como âncora cultural da região, criando um corredor de lazer e comércio. “Trata-se de um espaço cultural urbano inovador, contemporâneo, uma peça-chave para as experiências

que transformarão o artesanato em objeto do desejo por meio de um mix de atividades, como exposições, uma loja-evento, midiateca, oficinas, espaços multiuso, café, bar e restaurante”, afirma.

A exposição “A potência do objeto” ocupou três salas do térreo do solar e foi instalada em meio às obras de restauro e readequação dos prédios centenários, em uma área de aproximadamente 400 metros. No espaço, foram expostas obras de associações de artesãos que expressam a diversidade brasileira.

A entrega do prédio completamente restaurado está prevista para final de 2015. Uma das preciosidades da edificação é o conjunto de quatro estátuas trazidas da Europa, as únicas do Brasil feitas de terracota. Com 2,10m de altura, elas representam a Sabedoria, a Indústria, a Agricultura e a Medicina.

O desenvolvimento do CRAB foi realizado pelo Sebrae com consultoria do Grupo do Rio, direção de criação de Jair de Souza e direção executiva de Marisa Manfredini.

Fonte: Agência Sebrae de Notícias e Construtora Biapó.

Expediente

Biapó Notícias é um orgão de informação da Construtora Biapó Ltda. Coordenação editorial: Adriano Carvalho. Jornalista Responsável: Armando Araújo GO0554 JP. Textos: Armando Araújo, Adriano Carvalho e Cláudia Nunes. Colaboração: Bartira Bahia, Camila Furloni e Sérgio Costa. Fotografias: Arquivo Biapó. Revisão: Julieta Garcia. Diagramação: Ricardo Nemoto.

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