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Ano V Edição nº 38 - Agosto/Setembro de 2015
Restauração e Inovação na obra do CRAB
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Nem sempre é possível planejar tudo, apesar do rigor natural imposto pelas planilhas e projetos de arquitetura e engenharia, especialmente quando se trata de uma atividade tão especializada como a restauração do patrimônio histórico. Todos os profissionais concordam que cada obra é diferente, exige soluções distintas e uma boa dose de inovação para cumprir os prazos exigidos.

A restauração dos casarões do Centro de Referência do Artesanato Brasileiro (CRAB/Sebrae), localizados na Praça Tiradentes, no Rio de Janeiro, é um bom exemplo disso.

Padrão Imitativo de Pedra______________________________

"Toda obra é um desafio. Cada caso é um caso. Sempre criamos soluções para um problema e, em outra obra, surge uma solução para outro problema. Nem nos preocupamos mais, porque sabemos que toda obra é uma surpresa. E as estratégias encontradas são sempre personalíssimas porque variam os padrões, as cores, os materiais", explica o restaurador Wagner Matias de Souza.

Na fachada frontal, a equipe de restauradores está recriando paredes de pedra por meio da pintura. "Criamos um padrão. Como a área é muito grande, precisamos ter um modelo que repita uma produção em escala. Então, adaptamos um rolinho de pintura, esculpindo em sua espuma de borracha o padrão que queremos, e, depois, ainda é preciso fazer alguns retoques manuais", conta.

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Segundo Matias, é uma grande ilusão pensar que o restaurador é aquela pessoa que passa horas sentada, usando um pincelzinho, fazendo uma pintura pequenininha, sem pressa alguma. "O restaurador não fica parado como se imagina. Todas as obras têm um contrato com prazo de início e fim e, principalmente, temos de buscar soluções dentro de um orçamento e um tempo determinado. Como se soluciona isso? Com uma boa equipe e estratégias inovadoras para superar o tempo e as dificuldades", garante.

Durante o assentamento do piso de um dos salões do CRAB, a equipe descobriu que faltavam seis peças, cujo tempo de fabricação em uma empresa especializada em São Paulo seria de sessenta dias. Há menos de um mês para entregar a obra, a melhor solução encontrada foi a confecção manual de cada peça pela própria equipe

Surpresas Arqueológicas_______________________________

Felizmente, nem todas as surpresas representam dificuldades. Os achados arqueológicos, por exemplo, em uma obra dessa dimensão, fazem parte dos acontecimentos felizes e inesperados.

Em diversos pontos de uma obra de restauração, antes de algumas intervenções, uma equipe de arqueologia faz escavações no solo para o registro, recolhimento, salvamento e catalogação de peças e fragmentos antigos, que são entregues ao Museu Nacional da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).

"Esse material é patrimônio histórico, permite a interpretação do passado. É a restauração que motiva a arqueologia da arquitetura."

E a Biapó entende que a arqueologia é uma oportunidade para você ampliar o entendimento do passado, além de atender as portarias legais e as exigências do Iphan", explica o museólogo Sérgio Costa.

Nas escavações do CRAB, foram encontrados até agora fragmentos de cerâmica neobrasileira, fabricada com mão de obra escrava indígena, pedaços de

cerâmica Faiança portuguesa, um fragmento bem pequeno, do século XVI, da Companhia das Índias, restos alimentícios da fauna (conchas e peixes) e ossos.

Para o museólogo, tudo que se encontra no solo e no subsolo é significativo porque é passível de interpretação das mais variadas formas. Tudo é muito importante para a arqueologia. "Você tem o testemunho da ocupação que aconteceu no passado. Por meio do que é encontrado, é possível inferir a dieta do povo, das pessoas que estiveram aqui, dos animais que talvez não existam mais. Você pode ter uma leitura da alimentação, da economia, dos hábitos, do comportamento e da cultura", assegura.

Esse tipo de trabalho e conhecimento especializado influencia todas as áreas da empresa. O pedreiro líder, José Felipe dos Santos, há 8 anos na Biapó, relembra suas primeiras impressões. "Não tinha ideia do que era uma restauração. Antes eu trabalhava mais no trabalho grosseiro, aqui é um trabalho fino e você vai aprendendo cada vez mais. É muito importante, me sinto parte disso. A gente vê os casarões caindo por aí, e a Biapó já restaurou muitos desses e deixou bonito. Essa fachada dessa obra aqui estava muito ruim. Quando ficar tudo pronto, vai ficar muito bonito", garante.

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Oficina Infantil de Paredes de Pau a Pique no Circuito Tiradentes Cultural

O circuito de agosto da Rede Tiradentes Cultural mais uma vez teve a participação da Construtora Biapó. Os profissionais que trabalham na restauração dos casarões do Centro de Referência do Artesanato Brasileiro (CRAB/Sebrae), localizados na Praça Tiradentes, cuja obra está em ritmo acelerado, ministraram uma Oficina Infantil de Paredes de Pau a Pique durante o evento.

Walter Vilhena Valio, engenheiro civil e especialista em restauro de estruturas, apresentou um esquema de como fazer uma parede, e Sandro Cunha, coordenador de equipe, montou a estrutura de madeira para ensinar a amarrar os fasquios (ripas de madeira) e aplicar ou chapar o barro por cima, formando um painel explicativo dos materiais possíveis utilizados no processo.

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Segundo Adriana Santos, mãe de Gabriela Santos, sua filha adorou a oficina e participou com "muito gosto" de uma atividade bastante diferente. "Considero importante que ela tenha experiências diferentes sobre aquilo que não vivencia em seu dia-a-dia urbano", disse ela.

A menina Milena Mesquita e seu pai Wilson Mesquita também acharam a proposta muito interessante. "Foi uma experiência muito boa, e a atividade, bem organizada. É bacana que ela entenda como se constrói uma casa", contou.

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Programação___________________

A Tiradentes Gastronômica contou com a presença de 30 barraquinhas: DJ Gustavo Calani e convidados tocam ritmos brasileiros; Oficinas para crianças e adultos; Dança, com Marcela Sena; Bonecos folclóricos, com Roberta Rodrigues; Paredes de pau a pique, com os mestres da Biapó; Confecção de personagens com Influxo Cia de Teatro; e Workshop de percussão do Mestre Riko.

O que é a Rede Tiradentes
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partir do reconhecimento do potencial artístico, cultural e histórico da Praça Tiradentes e seus arredores, e da necessidade da revitalização social e urbanística desta região, nasceu a rede Tiradentes Cultural. É uma iniciativa de espaços culturais, localizados no entorno da praça, que se reuniram para dar visibilidade às suas atividades, realizar ações em conjunto, potencializar a circulação de pessoas, estimular a presença e ação dos entes públicos na região. O Projeto Circuito acontece nos primeiros sábados de cada mês, desde agosto de 2014, com ocupações de rua e atividades promovidas especialmente nos dias do evento ou divulgadas como parte do circuito, além de exposições, feiras, performances, apresentações musicais e teatrais, palestras e oficinas nos espaços, nas praças, em largos e ruas.

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img8 Inicia-se uma nova obra da Biapó: o Palácio Universitário da UFRJ

A Construtora Biapó iniciou a obra de restauração dos telhados e fachadas do Palácio Universitário da Universidade Federal do Rio Janeiro (UFRJ) com a montagem do canteiro de obras. A arquibancada existente na área da piscina foi demolida para construção do barracão de obras. Também estão sendo feitas as devidas proteções das salas, corredores e calçadas. As duas fileiras de mudas de plantas do jardim, junto à calçada do pátio 1 (fachada 1 - ala leste), foram removidas pela equipe de paisagismo e redirecionadas para outro canteiro do mesmo jardim.

Para desenvolver o Projeto de Conservação e Restauração do teto, foram abertas janelas no forro do auditório Pedro Calmon (ala leste) para inspeção das tesouras. Além disso, o forro de gesso está passando por uma análise para definir a localização e as dimensões das janelas.

Conforme o engenheiro Jorge Campana, nesse momento, a equipe está discutindo como resolver os problemas estruturais do prédio, que dizem respeito, basicamente, ao telhado. "Esse é um prédio muito grande que esteve sujeito a muitos acréscimos e estamos pensando em como unificar ao máximo as soluções para o telhado, justamente por causa dessa sucessão de alterações. Também vamos restaurar as fachadas, mas nosso principal foco é o telhado. Existem muitas infiltrações que estão estragando os salões", explica Campana.

Atualmente, o Palácio Universitário é ocupado pelas seguintes unidades: Fórum de Ciência e Cultura, Escola de Comunicação, Faculdade de Educação, Centro de Ciências Jurídicas e Econômicas, Faculdade de Administração e Ciências Contábeis, Instituto de Economia e Sistema de Bibliotecas e Informação da UFRJ.

A equipe ainda precisa pensar na logística para garantir o melhor fluxo de trabalho, uma vez que a obra ocorre de forma simultânea ao funcionamento

da universidade. "Existem aspectos dessa logística que são complicados. Departamentos inteiros devem ser remanejados e vamos interferir em várias salas de aula, são trechos que levam de dois a seis meses de trabalho, e isso vai introduzir barulho no dia-a-dia da universidade. Do mesmo modo, precisamos planejar bem os acessos e o canteiro de obras", diz o engenheiro.
História

O Palácio Universitário, como é conhecido hoje, foi construído para abrigar o Hospício Pedro II, inaugurado em 1852, o primeiro hospital especializado no tratamento de doenças mentais no Brasil. O manicômio foi local de formação de médicos nos estudos de psiquiatria, da instalação da primeira cátedra dessa especialização na Faculdade de Medicina e onde se deu o início da pesquisa sobre psicanálise.

A construção do prédio que o abrigaria resultou de uma mobilização social ao longo de dez anos, sob liderança do então provedor da Santa Casa da Misericórdia, José Clemente Pereira, e proteção do jovem monarca Pedro II, tendo recolhido vultosos recursos, de acordo com a pesquisadora Maria de Lourdes P. Horta.

O espaço, que podia ser visto de longe por aqueles que adentrassem a Baía de Guanabara, representou um marco da construção civil do novo reinado, que começava com a consagração do Imperador de quinze anos. Durante os anos do regime militar, o campus da Praia Vermelha foi um dos focos da resistência à ditadura, tendo sido a Faculdade de Medicina invadida pelos militares em 1966.

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Biapó lança Programa de Bônus e Resultados img9

A Construtora Biapó lançou seu Programa de Bônus e Resultados, no dia 30 de julho, no refeitório da obra do Centro de Referência do Artesanato Brasileiro (CRAB/Sebrae).

A ação consiste em um sistema de pontuação e avaliação dos operários, com fins de distribuição de parte dos lucros da empresa. Seu objetivo é motivar um maior empenho e participação dos empregados no cumprimento das metas estabelecidas pela empresa, tendo como contrapartida a recompensa por meio de incentivos financeiros, visando estimular e reconhecer o comprometimento dos funcionários e da equipe e melhorar o relacionamento da empresa com os empregados.

Será distribuído o montante referente a 3% do lucro líquido obtido pela empresa no ano corrente, computado entre 1˚ de janeiro e 31 de dezembro. O valor total será divulgado no quadro de avisos de todas as obras, após o fechamento do balanço anual. O pagamento será feito até o fim de março do ano subsequente.

O lucro líquido será dividido na cidade em que estiver ocorrendo a obra da Biapó apta a participar deste programa. O montante será proporcional ao faturamento daquela localidade durante o ano vigente. Casos especiais serão estudados.

Participam do programa todos os operários que atuam diretamente no canteiro de obras, incluídos nas categorias definidas, devidamente registrados em uma das obras da empresa.

Pontuação de Qualidade_______________________________
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Será utilizado o Programa de Certificação de Qualidade como principal critério de avaliação. O funcionário será avaliado nas seguintes categorias relacionadas a sua atividade: qualidade dos serviços, higiene e segurança no trabalho, educação patrimonial, conservação de materiais e equipamentos, assiduidade e pontualidade, comportamento interpessoal e em grupo.

Cada operário terá a sua pontuação acrescida em 5% para cada ano de registro em carteira na

empresa, completado até o dia 31 de dezembro, e à pontuação de cada funcionário será aplicado um fator de cargo, de acordo com a sua função registrada em carteira. Serão ainda considerados, para fins de pontuação extra, a participação nos programas educacionais e nos eventos culturais promovidos pela empresa como o Programa de Educação de Jovens e Adultos Trabalhadores (PEJAT).

Para os colaboradores já alfabetizados, será montada uma pequena biblioteca na obra. O funcionário que ler um desses exemplares e demonstrar, por meio de prova escrita ou relato oral, compreensão e interpretação do livro lido será bonificado. Conclusão de curso profissionalizante e ou de especialização e participação no Programa Mutirão em sua Casa também geram pontos.

A periodicidade das avaliações é mensal, compondo um total de pontos que representa os doze meses do ano. Todas as normas de participação estão explicadas de forma detalhada no Programa de Bônus e Resultados, acessível a todos os colaboradores da Biapó.

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Biapó em Sua Casa
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Rodrigo Ferreira 33 anos, admitido na obra do Sebrae em julho de 2014, sorteado em dezembro pelo Programa Biapó em sua Casa, recebeu o mutirão em seu domicílio no dia 25 de julho, no município de Nova Iguaçu, bairro Santa Rita, Rio de Janeiro, onde vive com sua esposa e seu filho.

Composta por Alex Henrique de Araújo, Janielson Oliveira Cajado, David da Silva Souza (serventes), Alex Teixeira (auxiliar administrativo), Alexandre Catroli (motorista), Antonio Pedro da Costa, José Felipe dos Santos (pedreiros), Josenilton B. da Silva (marteleteiro) e pelo fotógrafo Francisco, a equipe realizou os serviços de emboço de toda a fachada principal da residência.

Ao final de todo o trabalho, foi servido um delicioso almoço de confraternização.

Expediente

Biapó Notícias é um orgão de informação da Construtora Biapó Ltda.
Coordenação editorial: Adriano Carvalho | Jornalista Responsável: Armando Araújo GO0554 JP |
Textos: Armando Araújo, Adriano Carvalho e Cláudia Nunes |
Colaboração: Bartira Bahia, Camila Furloni e Sérgio Costa | Fotografias: Arquivo Biapó | Revisão: Julieta Garcia.
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