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Ano VI, Edição nº 42 - julho/agosto de 2016
Biapó apoia
Jornada de
Estudos
Brasileiros


A Construtora Biapó apoiou a realização do Seminário de Arquitetura – Jornada de Estudos Brasileiros, que abordou o tema "Restauro do patrimônio edificado – do projeto ao uso", nos dias 17 e 18 de agosto, no Centro Cultural da Universidade Federal de Goiás (UFG), para arquitetos e estudantes de Arquitetura e Urbanismo.

O evento foi realizado pela Elysium Sociedade Cultural e pelo Centro de Estudos Brasileiros (CEB) da UFG, e contou com patrocínio do Conselho de Arquitetura e Urbanismo (CAU) de Goiás e apoio do IPHAN-GO.

A data foi especialmente escolhida por se tratar do Dia Nacional do Patrimônio Histórico, comemorado em 17 de agosto, quando foi realizada a abertura solene do encontro, com a presença da arquiteta e conselheira do CAU-GO, Regina Maria Amaral Brito, e do coordenador do CEB, Wolney Unes, seguida da conferência inaugural, “O patrimônio edificado brasileiro: desafios e gestão”, com Andrey Schlee, diretor do Departamento de Patrimônio Material do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN).

Ao dar as boas-vindas a todos, a conselheira Regina Amaral destacou a elaboração do Pacto das Cidades. "Enfrentamos problemas semelhantes na maioria dos cinco mil municípios brasileiros relacionados à mobilidade urbana, à baixa qualidade de vida e à infraestrutura de saneamento deficiente, além dos poucos equipamentos comunitários. Essas questões estão sendo abordadas nesse pacto com a recomendação de que os gestores estabeleçam planos para melhorar a qualidade de vida da população. Outro item importante é a degradação dos centros históricos da maioria das cidades. Nesse documento, pontuamos que devem existir planos de resgate da história e da memória das cidades, e levantamos a bandeira da cidade ideal", afirmou a conselheira.

Já o coordenador do Centro de Estudos Brasileiros da UFG, Wolney Unes, fez questão de mencionar que o local-sede do evento é um exemplo vivo do tema do seminário. "É um uso atual, contemporâneo, de um patrimônio histórico", disse ao apresentar a trajetória do local.

O Centro Cultural da UFG é um edifício de 1960, que era utilizado como um depósito da Universidade. Tempos depois, passou a sediar uma parte da imprensa universitária, tornando-se galpão industrial. No fim dos anos 1980, foi transformado em Núcleo de Coordenação e Apoio a Iniciativas Culturais (NUCAIC), a primeira entidade da instituição dedicada à cultura, por iniciativa de Carlos Fernandes Magalhães. Mais tarde, foi chamado de Galpão Cultural e sediou também grupos de teatro. Após um período de abandono, em 2006, o antigo NUCAIC evoluiu para Pró-Reitoria de Extensão e Cultura, que buscou ter uma ação mais propositiva.

"Hoje, temos aqui três espaços: um teatro e duas salas, de dança e de exposições. Esse é um exemplo vivo de como podemos dar um novo uso a um prédio antigo", concluiu.

Patrimônio Edificado Brasileiro: desafios e gestão

O arquiteto e urbanista Andrey Schlee apresentou a conferência de abertura do seminário, mostrando exemplos internacionais e de Goiás de intervenções interessantes e como se dá a gestão do patrimônio cultural. Em sua apresentação, discutiu e alertou o público sobre duas questões: a perda da qualidade de vida nas cidades e a crise de identidade. "As duas estão associadas, e a preservação do patrimônio cultural me parece ser uma das chaves para aumentar a qualidade de vida e reforçar a identidade", analisou.

Programação

Palestras, bate-papos e exposições fizeram parte da programação, que teve a presença de profissionais de Goiás e de outros estados diretamente envolvidos com o patrimônio edificado em suas múltiplas vertentes. A situação no Brasil e as recentes ações na área foram assuntos que estiveram no centro das seguintes discussões: “Técnicas e procedimentos no restauro” com Paulo Zanettini (Zanettini Arqueologia, SP) e Sílvio Cavalcante (IPHAN, Pirenópolis); “Estudos de casos – projeto e execução” com Vitor Garcia (Retrô, RJ) e Yara Hasegawa (Hasegawa Arquitetura, GO); “Projetos complementares na salvaguarda do patrimônio edificado” com Wagner Matias (Matias Arte Restaurações, MG) e Loriza Dantas (PUC-GO); “Uso e políticas públicas para o patrimônio cultural” com Miguel Sousa (IPHAN, DF) e Maria Lúcia Bressan Pinheiro da Universidade de São Paulo (USP).

Andrey Schlee
Na oportunidade, Andrey Schlee – mestre em Teoria e Crítica da Arquitetura da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), doutor em História da Arquitetura pela USP, professor da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de Brasília e diretor do Departamento do Patrimônio Material e Fiscalização do IPHAN desde 2011 – concedeu uma entrevista ao informativo da Biapó em que abordou a realidade de Goiânia e o impacto da degradação das cidades na vida das pessoas.
________________________ Entrevista ________________________
Biapó: O centro histórico de Goiânia está coberto por fachadas metálicas que obstruem a visão da edificação original. Outras cidades foram capazes de negociar com empresários e recuperar sua integridade e identidade. Essa poluição visual oprime a população e enfraquece sua identidade?

Andrey: Essa crise de qualidade de vida é geral nas cidades brasileiras e acaba colocando em risco aquilo que reforça a identidade. Vejamos um exemplo: as pessoas vivem em uma cidade como Goiânia, que tem uma característica muito específica, que é tão diferente da antiga capital Goiás. Ambas têm identidades arquitetônicas, identidades muito fortes. Mas do ponto de vista dessa perda de qualidade, elas começam a se comparar, ou seja, o que é ruim em Goiânia, é ruim em Goiás, é ruim em Brasília, em São Paulo. A gente acaba substituindo esses elementos tão fortes de memória e de identidade por elementos banais, por arquitetura de péssima qualidade e que, infelizmente, a gente passa a conviver e achar que é normal. Não é normal.

Biapó: No começo das cidades, havia uma maior homogeneidade de arquitetura, mas na medida em que foram crescendo isso aconteceu de forma muito desordenada. Como é possível manter a identidade arquitetônica?

Andrey: Primeiro, temos uma questão básica no país que devemos enfrentar: a reforma e o
planejamento urbanos. Segundo, do ponto de vista da defesa do patrimônio, temos que fazer um esforço ainda maior do que temos feito para colocar este tema na pauta do desenvolvimento. É importante preservar, é sustentável preservar e não podemos abrir mão disso. São esses elementos que vêm reforçar e evitar que cada vez mais a gente ache comum que se desmanche um edifício ou substitua esse por algo que não tenha absolutamente essa identificação, é essa relação com o centro, no caso com o centro de Goiás ou de Goiânia.

Biapó: Essa falta de identidade, a opressão dos centros urbanos e a poluição visual têm a ver com a violência e a infelicidade das pessoas?

Andrey: Desde a década de 1960, nos Estados Unidos, é travada uma discussão intensa sobre isso que mostra a existência de fenômenos e ciclos. De um lado, um fenômeno de afastamento das pessoas que não querem mais morar no centro, e isso abre espaço para a violência. De outro lado, o que é um ciclo também aponta para a reciclagem, a recuperação de edifícios, que trazem a valorização do ponto de vista econômico, é claro, mas também valorizam o centro como um lugar das pessoas, da cidadania. Aqui estamos tendo um início, com a recuperação da Praça Cívica. Há um esforço nesse sentido que me parece bastante salutar.

Avançam
as obras
do Mercado
Municipal
de Goiás

As obras do Bloco C do Mercado de Goiás foram finalizadas e todas as edificações foram restauradas. Para a entrega final, restam a conclusão do pátio interno, a finalização das instalações de Gás Liquefeito de Petróleo (GLP) e a ligação definitiva de energia elétrica.

A edificação com arquitetura mais singela – característica desse bloco específico – em nada diminuiu seu charme. Assim como todo o resto do mercado, o local passou por uma restauração completa. Foram mantidas todas as paredes externas e realizada a restauração dos revestimentos e pinturas, preservando, assim, a ocupação original deste espaço.

As obras do Bloco C do Mercado de Goiás foram finalizadas e todas as edificações foram restauradas. Para a entrega final, restam a conclusão do pátio interno, a finalização das instalações de Gás Liquefeito de Petróleo (GLP) e a ligação definitiva de energia elétrica.

A edificação com arquitetura mais singela – característica desse bloco específico – em nada diminuiu seu charme. Assim como todo o resto do mercado, o local passou por uma restauração completa. Foram mantidas todas as paredes externas e realizada a restauração dos revestimentos e pinturas, preservando, assim, a ocupação original deste espaço.

Além disso, foi executada a redistribuição das salas para acomodar as alterações de uso que ocorreram em cada uma delas. A volumetria sofreu uma modificação para garantir o conforto dos usuários, e a antiga platibanda, que escondia o telhado, deu lugar a uma varanda ampla e confortável com estrutura de madeira e cobertura em telhas coloniais.

As portas metálicas foram substituídas por portas de madeira, assim como todos os outros blocos, o que, em conjunto com a varanda, garantiu a uniformidade visual do conjunto arquitetônico. O telhado também passou por uma substituição das peças deterioradas e fora das especificações. Todas as telhas foram retiradas, lavadas e reinstaladas com a complementação de novas quando necessário. Internamente, as salas receberam forros de madeira com inclinação que acompanha a cobertura. Isso possibilitou aumentar o pé-direito das salas, criando um ambiente mais confortavel visualmente e em relação à temperatura.

As instalacões elétricas e hidrossanitárias foram completamente refeitas, dentro das normas atuais, e as de gás encanado e proteção contra raios – que anteriormente não existiam – foram executadas. A conclusão da obra está prevista para início de dezembro deste ano, faltam ainda os serviços de demolição da rodoviária antiga, o calçamento do pátio externo em pavimento de concreto intertravado, a iluminação pública do pátio e o paisagismo.


Programa de Bônus
e Resultados de 2016
beneficia colaboradores

O Programa de Bônus e Resultados de 2016 da Construtora Biapó distribuiu R$ 70.159, 83 entre seus colaboradores. O valor é equivalente a 3% do lucro líquido obtido pela empresa, computado entre 1˚ de janeiro e 31 de dezembro de 2015.

A divisão é proporcional ao faturamento de cada cidade com obras da empresa, sendo que as parcelas de cada localidade ficaram assim: Rio de Janeiro, R$ 36. 942,36; Manaus, R$ 143,15; Goiânia: R$ 21.411, 47; e Cidade de Goiás, R$ 11.662,57.

O total, em reais, foi divulgado no quadro de avisos de todas as obras após o fechamento do balanço anual. O pagamento foi feito em maio de 2016.

Rio de Janeiro

No Rio de Janeiro, os colaboradores acumularam 8.170 pontos conforme os critérios de qualidade, os fatores de acréscimo e a pontuação adicional. O valor de um ponto correspondeu a R$ 4,52. A maior pontuação chegou a R$ 683,65 (151,3 pontos) e a menor foi de R$ 51,98 (11,5 pontos). Já a pontuação média foi equivalente a R$ 369,60 (81,8 pontos).

O objetivo do programa é motivar o empenho e a participação dos empregados no cumprimento das metas estabelecidas, na melhoria das suas qualidades profissionais, reconhecendo o comprometimento dos funcionários e da equipe, além de ampliar o investimento no relacionamento da empresa com seus funcionários.



Representante técnico da empresa Hemisfério, Vicente Menta Filho, o encarregado da turma manipulando o produto, Frank Esteves, e o coordenador geral de obras, Sandro Cunha
Impermeabilizantes é o tema da
Educação Patrimonial

O engenheiro Vicente Menta Filho, diretor técnico e comercial da Hemisfério Resinas, deu uma aula sobre impermeabilizantes para uma turma de 40 profissionais da Construtora Biapó que atuam na obra da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), no mês de abril. A Hemisfério é fornecedora de impermeabilizantes acrílico-cimentícios para a Biapó desde 2004, quando foi feito o fornecimento e acompanhamento técnico da obra de restauração da Igreja de São Francisco de Assis, no bairro da Pampulha, em Belo Horizonte.

A atividade de Educação Patrimonial apresentou informações teóricas e práticas. Foram abordados os fundamentos da impermeabilização, as normas técnicas, sistemas e o projeto de impermeabilização. Na parte prática, os produtos HEM-1135 e HEM-1144 foram aplicados em uma parede especialmente preparada para a aula, onde alguns alunos tiveram a oportunidade de preparar a mistura e fazer a aplicação de uma demão.

Ao mesmo tempo, eles ouviram explicações sobre a função de cada produto, o número de demãos necesárias e a sequência de aplicação, como preparar a mistura do produto com cimento e os instrumentos utilizados no processo.


Parceria

"Após a primeira experiência profissional em 2004, a Hemisfério e a Biapó se tornaram parceiras em praticamente todas as obras, o que inclui assistência técnica permanente e treinamento de campo das equipes que atuam diretamente na aplicação dos produtos da empresa", relata o engenheiro Vicente Menta. Em determinadas ocasiões, por solicitação do engenheiro responsável pela obra ou mesmo da diretoria da Biapó, são feitas ações de treinamento mais completas envolvendo toda a equipe da obra. A primeira ação desse tipo ocorreu em 2011 durante a obra de restauração do Mercado Adolpho Lisboa, em Manaus.


Festa junina na obra
do Palácio da UFRJ

A alegria tomou conta da obra do Palácio Universitário da UFRJ com os eventos comemorativos das tradições juninas.

O trio de trabalhadoras da Construtora Biapó – Nilzete Santos (servente), Sueli Barreto (técnica de segurança) e Claudia Germana (servente) – organizou uma festa na obra de restauro da Universidade Federal do Rio Janeiro (UFRJ), que reuniu cerca de 30 pessoas. Elas repetiram a experiência bem-sucedida do ano passado, que aconteceu na obra da Igreja Bom Pastor.

Na ocasião, foram servidas comidas típicas, como canjica e bolos, e muita gente se vestiu a caráter, o que deixou o encontro mais divertido. "Foi muito bom. A cada ano, a festa fica melhor. A maioria dos colegas participa. Dançamos quadrilha, e tudo ficou mais animado com a música", contou Nilzete.

Equipe de colaboradores se divertem na festa junina

Sandro Cunha, supervisor de obras, e Sueli Barreto, técnica de segurança do trabalho, foram os noivos do Arraial

Diversão garantida para criançada, que abrilhantou a tarde no canteiro de obras, ao som das tradicionais quadrilhas, comandadas pelo almoxarife Jociel Vianna e o mestre de obras Carlos Nunes.


Biapó em Sua Casa

Família de César Cunha

O oficial de pedreiro César Cunha da Silva finalmente iniciou as desejadas obras para tornar mais confortável o lugar em que mora com sua esposa. O mutirão dos colegas da Biapó foi responsável por ajudar a dividir o espaço em sala, cozinha e um banheiro.

Show de bola. Há muito tempo queria organizar meu espaço. Vou botar a laje no banheiro e rebocar a parede. Estou comprando a cerâmica e a parte hidráulica. Tive essa ajuda da Biapó e estou juntando mais uns recursos próprios.
Equipe de funcionários do mutirão

A obra de reforma da cozinha do montador de andaime, José Henrique Souza de Araujo, apelidado de Salada, também não vai ficar mais parada no bairro da Gamboa onde ele mora. Ele foi sorteado pelo Programa Biapó em sua Casa e, em breve, o mutirão chegará lá. "Foi muito bom. O sorteio me ajudou bastante", disse ele.


Expediente

Biapó Notícias é um orgão de informação da Construtora Biapó Ltda.
Coordenação editorial: Adriano Carvalho | Jornalista Responsável: Armando Araújo GO0554 JP |
Textos: Adriano Carvalho e Cláudia Nunes |
Colaboração: Bartira Bahia, Camila Furloni e Sérgio Costa |
Fotografias: Arquivo Biapó | Revisão: Julieta Garcia.
Diagramação: Ricardo Nemoto.
Rua Dr. Olinto Manso Pereira, nº 206, Setor Sul - CEP 74.086-105 - Goiânia - Goiás.
Contato | (62) 3241-0575 - contato@biapo.com.br