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Ano IV Edição nº 25 - Agosto de 2012
A obra de restauração do conjunto arquitetônico Nossa Senhora do Cenáculo teve início, em dezembro de 2011, com a adequação do canteiro de obras e a destinação de cinco salas do setor Residência para as atividades da equipe técnica da Construtora Biapó.

O trabalho de restauro das fachadas e esquadrias tem se revelado extremamente cuidadoso na busca por texturas, cores e pela localização exata de cada peça. Cinco amostras de argamassa foram selecionadas para os ensaios técnicos que determinam o traço provável da massa encontrada nas fachadas. Todas as amostras foram encaminhadas para o Núcleo de Tecnologia de Preservação e de Restauração da Universidade Federal da Bahia (UFBA/Escola Politécnica/PPG – AU), em Salvador.
Alfabetização e Educação Patrimonial
Para investir na qualificação dos funcionários, são ministradas aulas semanais de educação patrimonial que abordam temas sobre a evolução arquitetônica do edifício e patrimônio histórico.

Durante as aulas são utilizadas mídias digitais, realizadas dinâmicas de grupo e troca de experiências, apresentados conceitos de pertencimento, significado, valor e memória, demonstrando que esses são elementos essenciais para a formação da identidade.No período de 8 a 24 de fevereiro, as aulas de educação patrimonial foram substituídas pela Oficina Mundo do Trabalho, ministrada pelo Serviço Social da Indústria da Construção do Rio de Janeiro (Seconsi/RJ), também uma vez por semana, com certificado de conclusão.
Fachadas: restauração das argamassas

Para a restauração das argamassas de revestimento das fachadas, andaimes com bandeja apara-lixo, guarda-corpo, rodapé e fixação da tela foram montados. Esse serviço teve a coordenação do mestre de obras, Derval Ferreira Batista. A remoção do revestimento antigo iniciou-se pela fachada lateral, seguida pela frontal, varanda principal, e posteriores.

O primeiro passo foi o exame de percussão com o auxílio de um martelo de borracha em toda a extensão da fachada, para mapear os revestimentos soltos da alvenaria, fazendo um comparativo com os documentos recebidos pela contratante. O segundo passo foi a remoção de trechos de emboço e reboco danificados.

Em seguida, o restaurador Carlos Aberto Nunes realizou testes de argamassa para chegar à composição aproximada da argamassa original e, só depois, fazer a consolidação do reboco com argamassa de cal hidratada, como foi especificado no projeto. A argamassa usada foi fabricada “in loco”, ou seja, no canteiro de obras.

Trabalho preciso de identificação de cores
O engenheiro e coordenador-técnico da Biapó, Jorge Campana, e a arquiteta, Ana Vivien, determinaram os pontos a serem prospectados nas fachadas. O restaurador Carlos Alberto Nunes e o mestre de obras Derval Ferreira executaram as prospecções nas áreas demarcadas.

A ferramenta utilizada para a execução do trabalho de remoção das lâminas de pigmento até a identificação de tons variados, como cinza, rosa, ocre, marrom e branco/cal, é o bisturi.

As prospecções indicaram a cor branca como sendo a da primeira camada. Esta constatação está de acordo com a iconografia existente, presente nas fotos da família que ocupava a residência em 1922. Os tons ocre, que aparecem nas prospecções, são encontrados nos anexos construídos em 1940.
Restauração de esquadrias e madeiras
As esquadrias externas foram retiradas, as portas e ferragens foram catalogadas e, após o registro fotográfico, foi feita a proteção contra água, com o uso de chassi de madeira e a retirada das folhas externas. O trabalho de catalogação é necessário para que as esquadrias sejam recolocadas no mesmo local em que estavam anteriormente.

As folhas foram armazenadas no galpão de marcenaria e pintura, e passaram pelos seguintes processos de restauração: remoção das ferragens e guarda meticulosa das peças; retirada e armazenagem dos vidros; decapagem de portas, janelas e ferragens; identificação das partes a serem restauradas; decisão sobre as partes a serem tratadas, consolidação e substituição de intervenções danosas.
Nos serviços de restauro das madeiras, é feita uma decapagem de pintura. Simultaneamente, é realizada a decapagem nas ferragens.
Elementos decorativos
O método de restauração dos ornatos e dos elementos decorativos das fachadas varia de acordo com o elemento a ser trabalhado. Nas fachadas, em particular nas platibandas - parede que arremata a fachada e esconde o telhado - foram encontrados dois tipos de cimalhas: Cimalha Real, moldura saliente à superfície, com a finalidade de arrematar o alto das paredes externas, de forma contínua em toda a fachada; Cimalha de Boca de Telha, arremate executado com telhas cerâmicas engastadas nas paredes, serve de proteção para as paredes e apoio às telhas.

O método aplicado, adotado pelo restaurador Carlos Alberto Nunes, consiste em remover a argamassa solta, limpar a superfície com jato d’água em baixa pressão, consolidar o emboço, aplicar a massa sobre o local e utilizar o carrinho para auxiliar na execução das linhas sinuosas das cimalhas. Finalizado esse processo, uma massa fina (reboco) é aplicada no local, para dar o acabamento e aplicar a primeira demão de tinta.
Balaustres e cobertura
Os serviços de restauração dos balaústres iniciaram-se pelas varandas da residência. Neste local, além da restauração formal, os balaústres em bom estado de conservação foram decapados, consolidados, lavados e, após o acabamento de praxe com argamassa fina, selados com a primeira demão de tinta.

Ao planejar o início das atividades de restauro na cobertura, o mestre de obras Derval Ferreira Batista idealizou um modelo de calha a ser confeccionado. O engenheiro civil e coordenador da obra, Jorge Campana, analisou e aprovou o exemplar, cuja confecção é feita no próprio canteiro de obras.
Obras da Casa da Moeda.
Finalização da 3ª etapa.

A obra do Museu e Centro Cultural da Casa da Moeda do Brasil avançou muito desde o início do ano com a instalação dos painéis de isolamento térmico, a restauração dos telhados de madeira e a execução das lajes de concreto armado e das argamassas internas.

A obra está agora, na parte final da terceira etapa. Foram feitos o emboco, as instalações hidráulicas dos banheiros e a finalização do telhado com a colocação das telhas.

Nas fachadas, merecem ser destacadas a restauração dos ornatos, dos frisos e cimalhas, mas um dos destaques mais especiais dessa obra está relacionado com a restauração das esquadrias, cujas respectivas ferragens foram decapadas, em sua maioria, por aprendizes, trabalhadores com deficiência visual, uma vez que sua participação na obra é uma das iniciativas de inclusão social da Construtora Biapó.
Na atual fase, o trabalho mais interessante tem sido os testes de identificação da cor da escada metálica, seu tratamento e recomposição.
A restauração dos cinco módulos de telhados originais está praticamente pronta com a conclusão do assentamento de telhas francesas. A antiga estrutura metálica data de 1918, e a nova cobertura foi feita nos modelos da antiga, com a diferença de ser soldada.

Foi concluída a instalação dos vidros laminados de 10 mm nos lanternins de quatro módulos, incluindo seu arremate de topo. As duas últimas calhas em chapa de aço galvanizado, cujas emendas são rebitadas e soldadas a frio, estão sendo instaladas.

Os trechos corroídos da parte inferior das chapas laterais de vedação do lanternim estão sendo retirados e substituídos por novos trechos de chapa, com rufos maiores para aumentar sua capacidade de proteger da entrada de água da chuva.
Em breve, esse edifício de dois pavimentos em estilo eclético será devolvido para a Fundação Theatro Municipal do Rio de Janeiro, e abrigará a nova central técnica de produções da instituição.
S ão Francisco de Sales nasceu no castelo da família dos barões de Boisy, em Thorens (Saboia) em 1567. Ele era o primogênito de treze irmãos e foi educado no Colégio de Clermont, dirigido pelos jesuítas, em Paris. Estudou em Annecy e na Universidade de Pádua, na Itália, onde recebeu o doutoramento em Direito Canônico com apenas 24 anos. Recusou uma brilhante carreira e resolveu estudar para ser sacerdote, apesar da oposição da família.

Certa vez, São Francisco de Sales aceitou em sua casa um jovem com dificuldade de audição e criou uma linguagem de símbolos para possibilitar a comunicação. Essa obra de caridade levou a Igreja a dar-lhe o título de Padroeiro dos de difícil audição (surdos).
Escultora goiana doa obra para capela do INES

P ara comemorar a conclusão do restauro da capela do Instituto Nacional de Educação dos Surdos (INES), a artista goiana Neusa Garcia doou uma imagem de São Francisco de Sales, protetor dos surdos. A escultura, que foi colocada dentro da capela, é de sua autoria, e foi feita em terracota pintada.

Neusa Garcia interessou-se por arte pela primeira vez no Educandário e Escola Normal Nossa Senhora Aparecida, onde se formou em 1954. Em 1980 começou a “brincar com o barro na mão”, como ela mesma diz, a convite de Tiana Tomé, quando criou suas primeiras obras.

Em 1982 aconteceu sua primeira exposição no Chafariz da Praça Universitária, em Goiânia. A partir daí, Neusa passou a ser reconhecida no Estado de Goiás e, em todo o país, como uma talentosa e destacada escultora de arte sacra. Em 2005, foi agraciada com a comenda da Ordem do Mérito Anhanguera.

São Francisco de Sales faleceu em Lyon em 1622, e foi beatificado nesse mesmo ano. Esta foi a primeira beatificação formalizada na Basílica de São Pedro. Os seus restos mortais estão na Igreja da Visitação em Annecy. Em 1632, na exumação de seus restos mortais, o seu corpo encontrava-se em perfeito estado, inclusive com elasticidade nos braços, e ao mesmo tempo uma fragrância doce emanava de seu túmulo.

Dom Bosco denominou sua comunidade de Salesiana em homenagem a São Francisco de Sales.

Duzentos e cinquenta anos após a sua morte, um sacerdote francês, Luis de Brisson, fundou uma ordem religiosa masculina, os Oblatos de São Francisco de Sales, dedicada à divulgação de sua obra. Posteriormente, foi criado o ramo feminino das Oblatas de São Francisco de Sales.

Em 1865, São João Bosco fundou a Pia Sociedade de São Francisco de Sales, em sua homenagem, que ficou conhecida pelos salesianos de Dom Bosco (em latim Salesiani Domini Bosci).

Expediente

Biapó Notícias é um orgão de informação da Construtora Biapó Ltda. Coordenação editorial: Adriano Carvalho. Jornalista Responsável: Armando Araújo GO0554 JP. Textos: Armando Araújo, Adriano Carvalho, Leonardo Rodrigues e Cláudia Nunes. Colaboração: Bartira Bahia e Camila Furloni. Fotografias: Felipe Cohen e Wandilson Guimarães. Revisão: Julieta Garcia. Diagramação: Sofia Franco.

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