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Ano V Edição nº 33 - Outubro de 2014
Começa a
restauração do
Mercado Municipal
de Goiás

A Construtora Biapó começou, em 1° de outubro, a obra de restauração do Mercado Municipal da Cidade de Goiás. Estão sendo tomadas medidas para minimizar os transtornos aos permissionários, que permanecerão no local até a construção do primeiro bloco, quando serão removidos em grupos.

O mercado é dividido em cinco blocos construídos em diferentes períodos. O planejamento da obra inclui o restauro de quatro deles (A, B, C e D). O mais recente, que hoje abriga a rodoviária, será demolido dando lugar a uma nova edificação. A nova configuração proporcionará um melhor aproveitamento da Praça Vinícius Fleury, tratada como Largo, com a ampliação dos espaços de convivência.

As telhas de cerâmica e peças de madeira da cobertura serão removidas, de acordo com as prospecções arquitetônicas e estruturais.

O piso existente será demolido e serão executadas novas escadas e rampas, permitindo melhor circulação dos usuários.

Além disso, serão refeitas todas as instalações, adequando às normas técnicas vigentes, e instalados extintores de incêndio. Novos sanitários serão construídos, portas e janelas serão substituídas por novas, em madeira e vidro. Nas aberturas voltadas para o rio Vermelho, serão executadas janelas-balcão.

Todo o calçamento será refeito em pedra laje com a construção de rampas, escadas e guarda-corpos, promovendo a melhor acessibilidade possível devido às condições da topografia local. Será realizado também o paisagismo com a utilização de espécies tradicionais da região, e o pergolado será coberto por trepadeira, proporcionando sombreamento.

Histórico do Mercado Municipal

O Mercado Municipal de Goiás foi criado, oficialmente, em 9 de novembro de 1857, por meio da Lei Provincial. Dois anos após, a Lei Provincial nº 5, de 1859, autorizou “[...] despender a quantia necessária para aquisição ou edificação de uma casa de Mercado nesta Capital, situada na rua denominada Manoel Gomes [...]”.

No relatório do governador José Bonifácio Gomes de Siqueira, encontramos o seguinte: “Fica estabelecido na casa do finado Antônio José de Artiaga, que para esse fim foi comprada por 3.000 réis. Na mesma casa fez-se um puxado com uma varanda e seis quartos, a fim que se ofereça os cômodos necessários [...]”.

Em 1869, durante o governo de Ernesto Augusto Pereira, é contratada a abertura de uma rua (Estrada do Mercado) e autorizada a compra de diversos terrenos particulares. Finalmente, na década de 1920, o Intendente Municipal Dr. Agenor Alves de Castro fez construir o atual prédio do Mercado de Goiás, inaugurado em novembro de 1926.

Narrativas locais revelam que, em tempos anteriores, as mulheres da cidade eram impedidas de entrar no Mercado devido a algumas “conveniências” masculinas. Segundo Élder Rocha Lima, “[...] essa exclusividade, já foi dito, era cômoda e conveniente, pois nas suas imediações localizavam-se casas que abrigavam senhoras dadivosas”. O edifício guarda a história de uma época em que os homens possuíam muito mais privilégios sociais sobre as mulheres, todavia, também é símbolo da luta feminina por mais respeito e igualdade diante do conservadorismo e machismo dos valores morais, os quais foram e ainda são questionados.

Mesmo após significativas mudanças econômicas e sociais que aconteceram na cidade de Goiás, o Mercado conseguiu manter várias tradições, como a de ser ponto de encontro de boa parte da população, atraindo também muitos visitantes, pois, além de mostrar a vida cotidiana da cidade, é um ótimo local para experimentar pratos típicos da culinária goiana. O velho Mercado ainda guarda um pouco da importância do passado, principalmente pelos bolos-de-arroz, pastéis e empadões.

Biapó apresenta Exposição Canteiro Aberto
no Circuito Tiradentes Cultural e no Centro
Municipal de Arte Hélio Oiticica

A Construtora Biapó integrou o circuito de setembro do Tiradentes Cultural, uma iniciativa coletiva dos espaços culturais localizados no entorno da Praça Tiradentes, no Rio de Janeiro, para promoção de diversas atividades culturais e artísticas. A ação objetiva potencializar a circulação de pessoas e as atividades culturais nessa região da cidade, sempre no primeiro sábado de cada mês.

Em setembro, a Exposição Canteiro Aberto, realizada pela Biapó em parceria com o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae-RJ), tornou os canteiros de obras do Centro de Referência do Artesanato Brasileiro (CRAB) um espaço para visitação pública. Instalada em meio às obras de restauração arquitetônica, foram apresentadas informações e curiosidades interessantes sobre a metodologia adotada durante a obra, com o objetivo de envolver a comunidade na preservação histórica dos bens de seu bairro e da sua cidade.

Resgatar a memória do centro
do Rio é muito importante. As
pessoas que estavam explicando
como é feita a restauração foram
muito gentis. Achei muito
interessante o processo de
reparo das esculturas. O povo
tem que conhecer sua história
para valorizar, saber o trabalho
que dá para recuperar, conhecer
os detalhes. Achei ótimo. Levei
meu filho junto.

Joseli Machado,
visitante da exposição.

Além dessa e de outras exposições, atividades como intervenções artísticas, painéis, criações cenográficas, shows e feiras também puderam ser visitadas no Centro Municipal de Arte Hélio Oiticica, Largo das Artes, Teatro João Caetano, Barracão Maravilha, Casa do Choro, Centro de Arte Maria Teresa Vieira, Centro Carioca de Design, Studio X Rio e Polo Novo Rio Antigo.

Reinauguração do Centro
Municipal de Arte Hélio Oiticica

A Biapó também participou do evento de reinauguração do Centro Municipal de Arte Hélio Oiticica, no início de agosto, abrindo os canteiros de obras no Solar do Visconde do Rio Seco com outra exposição. Outros espaços culturais também abriram suas portas e realizaram atividades especiais.

A mostra reuniu painéis informativos do Sebrae-RJ com explicações sobre a obra e o painel institucional da Biapó. O restaurador Carlos Nunes também conversou com os presentes sobre os trabalhos de restauração em desenvolvimento no Solar.

O Solar do Visconde do Rio Seco faz parte do conjunto arquitetônico do início do século XIX, formado pelos edifícios de números 67, 69 e 71 da Praça Tiradentes, no Rio de Janeiro, ocupado pelo Centro de Referência do Artesanato Brasileiro. A iniciativa marca a transformação desses edifícios em um moderno centro cultural, a Casa do Artesão Brasileiro.

O imóvel de número 71 tem projeto original de 1919, tendo sido construído para abrigar o “Real Centro da Colônia Portuguesa”, e, posteriormente, passado à propriedade da Irmandade de Nossa Senhora da Candelária até o ano de 2003, quando foi adquirido pela Prefeitura do Rio de Janeiro. Desde 2009, é palco de exposições temporárias e permanentes de arte popular e artesanato, servindo de vitrine para a diversidade da cultura nacional.

O imóvel de número 67, por sua vez, foi construído antes de 1808, como residência nobre de feição colonial. Por volta de 1813, foi adquirido pelo Visconde do Rio Seco, que veio com a Corte para o Brasil como tesoureiro da Casa Real. Em 1860, o edifício abrigou o Clube Fluminense. Sua fachada de desenho neoclássico é resultado de uma reforma ocorrida em 1873. De 1934 a 1990, o prédio abrigou o Departamento de Trânsito do Rio de Janeiro.

A edificação de número 67 ergue-se segundo o sistema construtivo do século XIX, todas as alvenarias da construção têm função estrutural e se apoiam umas nas outras. Na platibanda do Solar Visconde do Rio Seco, há um grupo escultórico composto por quatro estátuas em terracota e sua cobertura é feita com telhas cerâmicas. O imóvel é o único bem tombado do conjunto por instâncias federais, estaduais e municipais.

A Praça Tiradentes é uma das regiões mais representativas na vida e na formação da personalidade carioca. Dez grandes intervenções conduzem esta revitalização, duas delas a cargo da Construtora Biapó:

• Conjunto Escultórico/Estátua de Dom Pedro I - restauração do conjunto de esculturas da praça já concluída;

• Solar do Visconde do Rio Seco - Praça Tiradentes, nº 67 - restauração do Solar e transformação de uso para abrigar o Centro de Referência do Artesanato Brasileiro - Sebrae/Biapó - obra em execução.

As demais, como a Igreja do Santíssimo Sacramento, a Casa de Bidu Sayão, o Teatro Carlos Gomes, a readequação da própria Praça Tiradentes e anexos do Centro de Artes Hélio Oiticica, entre outros, estão sendo realizadas por outras empresas.

Avançam

as obras do CRAB

Com o término da exposição “A Potência do Objeto”, no dia 26 de julho, foram retomadas as obras do Centro de Referência do Artesanato Brasileiro (CRAB). Assim que os escritórios da Biapó e do Sebrae saíram do imóvel de n° 71, foi feita a retirada dos equipamentos de ar-condicionado, luminárias, louças e metais, divisórias de vidro, portas e demais elementos passíveis de reaproveitamento, que foram, em seguida, encaminhados para o imóvel de n° 87, nova sede do Sebrae, onde ficarão armazenados para sua futura reutilização.

Após a desmontagem das instalações elétricas e hidráulicas, do forro, das paredes em dry-wall e do telhado metálico, teve início a demolição das lajes em concreto com o uso de marteletes. Foi feita a demolição cuidadosa da alvenaria de tijolo maciço, a divisória entre os imóveis n° 69-71, com parte dos tijolos sendo selecionada para reaproveitamento.

Argamassas Internas

A recomposição das argamassas internas dos salões do 2º pavimento do Solar foi realizada em trechos faltantes ou danificados, incluindo a colocação de tacos embutidos na alvenaria para futura fixação dos rodapés de madeira.




Recomposição de argamassa interna dos salões do 2º
e 3º pavimentos do Solar.
Esquadrias

Devido à impossibilidade de aproveitamento das esquadrias existentes no prédio, por se encontrarem bastante modificadas, foram produzidas esquadrias das fachadas do prisma interno (1º, 2º e 3º pavimentos).

O processo de fabricação das esquadrias passa pelo desengrosso e desempeno dos pranchões de cedro, execução dos montantes e almofadas, montagem das folhas e colocação dos frisos de moldura. Após a finalização das esquadrias na marcenaria, elas foram preparadas para pintura com aplicação de fundo preparador e massa para madeira. Em seguida, foram pintadas com tinta esmalte sintético cinza platina.

Estrutura Metálica

Foi finalizada a solda da estrutura metálica do mezanino técnico do ar-condicionado, 3º pavimento do Solar, e instaladas as chapas de aço galvanizado para o piso. Também foi realizado o embrechamento com pedra nos vãos abertos na alvenaria mista para execução dos berços das vigas metálicas, na parte da frente do sobrado de n° 69, com aplicação de Primer Epóxi para proteção anticorrosiva das peças.

Fachada nº 69 da Praça Tiradentes

Após os testes de cor para pintura da fachada do sobrado de n° 69, houve um consenso de que a cor adotada deveria ser ocre, porém, em um tom mais claro que o encontrado nas prospecções. A solução adotada será a monocromática, tal como adotado no Solar, devido aos registros das prospecções apresentadas em uma primeira fase: todo ocre e, posteriormente, todo branco.

Em um primeiro momento, foram feitas análises com o tom ocre mais claro, mas o resultado obtido não foi satisfatório, pois o tom continuou muito forte, entrando em choque com o terracota do Solar. Por isso, foi solicitado pela fiscalização que a mistura fosse feita 50% no tom mais claro e 50% no mais escuro do ocre.

Foi pintada também uma faixa em ocre claro, usado recentemente pela Biapó em outro bem tombado. Para visualizar melhor o efeito do conjunto, serão pintados trechos maiores ao redor de uma esquadria em marrom conhaque e o gradil em grafite escuro.

Foto 9. Panorama dos testes de cor executados na fachada
do imóvel nº69.
Telhado

No telhado do Solar, continuaram sendo retiradas as telhas francesas e ripas, assim como trechos da manta de subcobertura aluminizada danificada próximo à calha. A manta de subcobertura foi substituída e feito o ripamento nesses pontos. Após a lavagem das telhas francesas, estas foram reassentadas.

Foi dada continuidade na regularização e impermeabilização com o produto Hemisfério da alvenaria para o berço da calha. A calha está sendo executada em chapa de aço galvanizada n° 24. Como sua seção varia muito, conforme o posicionamento, a chapa foi adquirida em bobina, permitindo que seu comprimento varie entre 3 e 5 metros, sendo dobrada na obra.

As emendas das peças estão sendo presas com o uso de rebite, e entre as chapas está sendo aplicado sikadur, adesivo estrutural à base de resina epóxi, para sua fixação. Sobre a emenda das chapas, está sendo aplicada uma massa epóxi poliamida, altamente resistente à água. Em toda a superfície da chapa está sendo sobreposta uma camada de Primer Epóxi como proteção anticorrosiva e, ainda, uma camada do produto Hemisfério, impermeabilizante.

Fotos 10. Retirada de telhas para lavagem. 11. Substituição de manta de subcobertura em trecho próximo à calha. 12. Armazenamento de telhas francesas novas do tipo redonda para reposição.
Fase final da Restauração da Paróquia
Bom Pastor

A restauração do antigo convento da Paróquia Bom Pastor está em fase de conclusão. Estão sendo executados diversos serviços extras, tais como execução do pátio central; repaginação dos revestimentos dos muros segundo o modelo original; acabamentos diversos que envolvem frisos e cimalhas, entre outros.

A grande surpresa foi a descoberta do volume da antiga fonte existente nos fundos do terreno. Após as escavações, o que parecia uma pequena gruta revelou-se uma estrutura característica dos jardins históricos, muito comum ao final do século XIX e início do XX.

O conjunto foi escavado cuidadosamente com acompanhamento do técnico em arqueologia, Sérgio Costa, e revelou um lago e outros diversos elementos executados na técnica de Rocaille. O conjunto está em fase final de limpeza e consolidação.

Biapó em sua Casa

O último mutirão do Projeto Biapó em Sua Casa foi realizado em 19 de julho, na casa do servente Evandro José da Silva, que trabalha há quatro anos na Construtora Biapó. Ele é o 43º funcionário sorteado para receber os benefícios do projeto desde sua criação.

Para fazer os serviços de melhoramento da residência, localizada no Jacarezinho, estiveram presentes os colegas Alexandre Catrolli, Sérgio Costa, Silvane Félix e Pedro Sota Ota.

Eu estava precisando muito e andava
meio triste. Então o pessoal me animou
e falou que, se eu acreditasse, ia
ganhar. E ganhei mesmo, me ajudou
muito. O que digo para meus colegas é
que esperem que vão conseguir,
tenham fé."

Evandro José da Silva
Da esquerda para direita: Evandro, sua esposa Edileusa Felisto, o cunhado João, Yasmin IbebêJ, a cunhada Elza e a sobrinha Fernanda.
Expediente
Biapó Notícias é um orgão de informação da Construtora Biapó Ltda.
Coordenação editorial: Adriano Carvalho | Jornalista Responsável: Armando Araújo GO0554 JP |
Textos: Armando Araújo, Adriano Carvalho e Cláudia Nunes |
Colaboração: Bartira Bahia, Camila Furloni e Sérgio Costa | Fotografias: Arquivo Biapó | Revisão: Julieta Garcia.
Diagramação: Ricardo Nemoto.
Rua Dr. Olinto Manso Pereira nº 206 Setor Sul - CEP 74.086-105 - Goiânia - Goiás.
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