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Ano IV Edição nº 26 – Dezembro de 2012
Biapó conquista o Prêmio Sesi Qualidade no Trabalho

A Construtora Biapó recebeu duas premiações no Prêmio Sesi Qualidade no Trabalho (PSQT), na 15ª edição da fase estadual, entregues em solenidade no dia 26 de setembro, no Teatro Sesi.

Na categoria “Gestão de Pessoas - Média Empresa”, a Biapó, especializada em restauração arquitetônica e artística de monumentos históricos, ficou em 1º lugar, com a prática do programa “Biapó em sua Casa”; na categoria “Educação e Desenvolvimento - Média Empresa”, com a prática “Educação para o Patrimônio”, ficou em segundo lugar. A etapa nacional foi realizada agora em novembro.

Em 2010, a construtora ficou em segundo lugar na categoria “Inovação - Média Empresa”, com menção honrosa pelas ações desenvolvidas no “Canteiro Aberto”. Realizado a cada dois anos, o Prêmio Sesi de Qualidade no Trabalho reuniu, nesta edição, práticas de gestão de 21 empresas goianas.

Com iniciativa do Sesi nacional, o PSQT é um reconhecimento público às empresas industriais brasileiras, por suas práticas diferenciadas de gestão e valorização de seus colaboradores. Pioneira no setor, essa premiação visa despertar para o exercício da cidadania nas relações de trabalho, além de estimular as empresas para que incorporem a responsabilidade social em suas estratégias, a partir da difusão de boas práticas.

premiosesi
Foram premiadas as melhores ações empresariais relacionadas às áreas de avaliação do modelo Sesi de sustentabilidade no trabalho, como:

• cultura organizacional;
• gestão de pessoas;
• educação e desenvolvimento;
• ambiente de trabalho seguro e saudável;
• inovação;
• desenvolvimento socioambiental.

A s obras de restauração do antigo convento da Paróquia Bom Pastor, no Rio de Janeiro, estão no segundo mês. A principal ação tem sido a restauração das esquadrias em madeira, feita em uma marcenaria instalada no próprio local. Os forros de madeira também foram retirados para conservação. O telhado da varanda do pátio interno foi desmontado e será substituído por um teto verde, conforme o projeto.

Amostras de argamassa das diferentes fases de construção do edifício foram encaminhadas para análise de composição e de granulometria em laboratório. As primeiras prospecções

estratigráficas das esquadrias revelaram tons de verde internamente e uma mistura de marrom avermelhado e amarelo na face externa. Essa obra faz parte de um novo empreendimento das construtoras Montserrat e Calçada chamado Atrium, que envolve a construção de dois blocos multifamiliares e a restauração do convento para criação de lofts residenciais e salões para atividades de uso comum como home office, sala de jogos e festas, espaço gourmet, entre outros. O convento foi desmembrado da Igreja que continuará em funcionamento, com entradas independentes para ambos.
Neogótico e Neorromânico
O edifício do Instituto Bom Pastor foi construído entre as décadas de 1890 e 1910. Com características arquitetônicas marcadamente ecléticas, típicas daquele período, a obra possui elementos do neogótico e do neorromânico.

Conhecido por historicismo ou classicismo, o estilo que se torna predominante no Rio de Janeiro, desde a vinda da Missão Francesa em 1816, reservou para os prédios civis elementos da tradição greco-romana, enquanto, no caso da arquitetura religiosa, sem abrir mão dessas referências, preferiu-se os modelos góticos. Isto porque, esses modelos – romano e gótico – simbolizavam o apogeu da fé católica.

Sobre os materiais utilizados na construção do convento e da igreja, nota-se que algumas alas foram construídas a partir da técnica conhecida por pau a pique, como na Igreja. Em outras partes foram utilizados tijolos comuns dispostos ao comprido, ou pedras assentadas horizontalmente, ou concreto armado. Neste último caso, certamente, foram acréscimos posteriores à conclusão do convento, uma vez que o uso do concreto armado no Brasil ainda não era corrente em fins do século XIX.
Assistência para mulheres
Entre 1890 e 1930 foram criadas ou chegaram ao Brasil 93 congregações religiosas femininas, das quais a maioria – vinte e oito – era de origem francesa. Deste conjunto, houve uma maior concentração das congregações nos estados de São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro.

A congregação do Bom Pastor ocupou-se da assistência às mulheres em situação de penitência, e por volta de 1912 foi iniciado o acolhimento de meninas menores abandonadas. Em 1940, as irmãs passaram a atuar na primeira penitenciária feminina do Rio de Janeiro. Localizada no complexo prisional de Bangu, a Penitenciária de Mulheres estava sob a administração direta das irmãs do Bom Pastor que buscavam recuperar as mulheres reabilitando-as ao ambiente doméstico.

Em 1992, a instituição deixou de ser considerara “utilidade pública” e as dificuldades financeiras levaram as irmãs a abandonarem o convento, partindo para São Paulo. A igreja passava, então, à administração direta da Arquidiocese do Rio de Janeiro, tornando-se uma paróquia, a Paróquia Bom Pastor.
Patrimônio em Pauta

No dia 26 de outubro, o evento Patrimônio em Pauta, promovido pelo Instituto Rio Patrimônio da Humanidade, aconteceu na Igreja do conjunto arquitetônico do Convento Bom Pastor, com diversas palestras sobre o histórico, o processo de tombamento, o projeto arquitetônico e o trabalho de arqueologia. A obra de viabilização do empreendimento também foi abordada.
A segunda etapa de execução da estrutura metálica, conforme o original, para cobertura de dois módulos (06 e 07) da Nova Central Técnica de Produções do Theatro Municipal do Rio de Janeiro, está em processo de execução.

Em outubro, o contraventamento das treliças foi executado, a instalação das venezianas laterais e chapas frontais de fechamento dos lanternins foram concluídas, assim como a colocação dos vidros laminados, da calha em chapa de aço galvanizado e o assentamento de telhas francesas.
Elementos em Rocaille são restaurados no Cenáculo
A obra do Conjunto Arquitetônico Nossa Senhora do Cenáculo está restaurando elementos em Rocaille presentes em toda a estrutura desde o mês de maio. O estilo surgiu na França nos últimos anos do reinado de Luís XIV (1643-1715) e é conhecido como “Rococó”, de decoração caprichosa e nem sempre equilibrada, com irregularidades assimétricas para imitar as rochas, grutas, conchas e cristais das ondas, entre outras formas rústicas da natureza.

A restauração foi iniciada com a retirada da vegetação no local, a limpeza com hipoclorito de sódio (água sanitária), para remover liquens, musgos e fungos. Terminada essa fase, foi feita a remoção cuidadosa dos trechos soltos e a recomposição da argamassa. A obra começou no Recanto, em seguida passou para o Muro, a primeira Gruta e o Gazebo, respectivamente.

Na Gruta, o restaurador e mestre de obras, Carlos Alberto, junto com o pedreiro José Severino da Silva, o Bigú, como é conhecido pela
maioria dos colegas, restauraram o equivalente a 90% do objeto. As estalactites (formações rochosas sedimentares que se originam no teto de uma gruta ou caverna) existentes estavam em bom estado e soltas, e foram guardadas até o momento de sua fixação com arame galvanizado e adesivos estruturais.

A restauração do Gazebo iniciou-se pela reprodução dos desenhos na face interna da cobertura de quatro águas. Posteriormente, foram executados os troncos que circundam o espaço do Gazebo, os elementos na parte do muro e a criação de dois bancos, sob a estrutura já existente.

Expediente

Biapó Notícias é um orgão de informação da Construtora Biapó Ltda. Coordenação editorial: Adriano Carvalho. Jornalista Responsável: Armando Araújo GO0554 JP. Textos: Armando Araújo, Adriano Carvalho, Leonardo Rodrigues e Cláudia Nunes. Colaboração: Bartira Bahia e Camila Furloni. Fotografias: Felipe Cohen e Wandilson Guimarães. Revisão: Julieta Garcia. Diagramação: Sofia Franco.

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