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Ano VI, Edição nº 43 - novembro/dezembro de 2016
Encerrada obra de restauro
do Mercado Municipal de Goiás

No dia 15 de dezembro de 2016, foi oficialmente entregue o Mercado Municipal da Cidade de Goiás, após passar por obras de restauro executadas pela Construtora Biapó. Uma cerimônia de inauguração foi realizada no local – berço do artesanato e da cultura gastronômica da região. Nesta data também foi celebrado os 15 anos do reconhecimento da cidade como Patrimônio Histórico e Cultural Mundial.

O Mercado antes do restauro

Vista interna do Mercado, com o bloco original (Bloco A) à direita. Observa-se que, além do edifício, apenas um grande largo imperava no espaço urbano.
Fonte: Acervo Antônio C. C. Campos.

O edifício principal do Mercado foi erguido com traços que o aproximam da arquitetura neoclássica. Possui alvenaria de tijolo e adobe, ornamentos em massa forte de reboco, colunas com capitéis e volutas em estilo grego-jônico, as quais comportam uma platibanda também ornada com elementos decorativos comuns ao ecletismo utilizado em várias edificações da Cidade de Goiás, nas primeiras décadas do século XX.

O projeto inicial planejou a construção de único bloco de grande circulação, avarandado e em arcos. Ao longo do tempo, o edifício passou por várias reformas e sucessivas ampliações. Foram construídos outros blocos com características completamente diversas e distintas da edificação principal. Estas reformas e ampliações –

fruto de pequenas intervenções sucessivas, executadas individualmente pelos permissionários em suas próprias lojas – nem sempre, ou quase nunca, seguiram as normas técnicas de segurança, acessibilidade e sanitárias.

Desta forma, o conjunto foi ganhando novas construções, anexos que em nada dialogavam com a arquitetura existente. Ao contrário, a proximidade das edificações criou ambientes insalubres e acessos estreitos, com escadas que impossibilitavam o acesso de pessoas com mobilidade reduzida. Somou-se a isso o extenso período sem nenhuma intervenção de preservação. O resultado era um Mercado degradado e fora das normas de segurança no que tange às instalações elétricas e hidrossanitárias.


Vista do acesso pelo Largo Dom Francisco (Praça Zacheu Alves de Castro). Em primeiro plano, o portão de ferro que marca a transição dos espaços. À esquerda, início do Bloco B, a intervenção feita ao longo dos anos que rompeu com a ideia do Largo. À direita, anexo incorporado ao Bloco A, com a mesma reprodução dos ornamentos em massa
Fonte: Acervo IPHAN-GO.

A restauração fez a revisão completa de todo o sistema elétrico e hidrossanitário do Mercado; implantou sistemas de proteção contra raios e incêndios, de gás canalizado e sanitários acessíveis. A antiga rodoviária foi demolida, dando espaço a um grande Largo, com o objetivo de integrar o visitante ao espaço arquitetônico e paisagístico e permitir a contemplação de todos os edifícios componentes e sua relação com o entorno e a bela e singular paisagem de morros que circundam a cidade.

A obra durou cerca de dois anos e as intervenções feitas pela Construtora Biapó preservaram as principais características da edificação, mantendo os aspectos que a aproximam da arquitetura neoclássica, uma tendência do início do século XX, em Goiás. Até mesmo uma rampa histórica e o calçamento orignal, ambos em pedra, descobertos durante as demolições do calçamento existente, foram expostos de modo a preservar os elementos históricos desse importante marco cultural, que emerge novamente na paisagem, ganhando visibilidade e proporcionado uma melhor utilização desse espaço urbano de valor cultural intangível.
Dinâmica de
Sensibilização
expõe
preconceitos,
bullying e
superação

Não é incomum ouvir relatos sobre atitudes desrespeitosas no contexto social. Brincadeiras de mau gosto e comentários preconceituosos rotulam as pessoas e causam um sofrimento, muitas vezes, escondido. A repetição dessas situações acaba por prejudicar não apenas o desempenho profissional, mas o desenvolvimento de relacionamentos saudáveis.

Para abordar o problema, foi realizada uma Dinâmica de Sensibilização pela psicóloga e professora Catarina Dahl, do Instituto de Psiquiatria da Universidade do Brasil (IPUB), instituição parceira da Construtora Biapó no Programa de Inclusão pelo Trabalho de Usuários dos Centros de Atenção Psicossocial (CAPs).

A dinâmica de grupo, realizada em 23 de novembro do ano passado, consistiu em apresentar palavras aparentemente "comuns" que aparecem de modo repetitivo no contexto social, a fim provocar uma reflexão entre os participantes fazendo-os perceberem em que medida essas "brincadeiras" afetam as pessoas e como estas expressões, naturalizadas no nosso discurso, podem ser ofensivas.

Assim, vocábulos previamente selecionados foram escritos em papéis e colocados dobrados dentro de um capacete, que foi passado pelos trabalhadores em uma roda, para que retirassem apenas um. Neles estavam escritos termos como veado, pretinho, peão, maluco, tarja preta, velho, rolha de poço, palito. Em seguida, cada participante leu a sua palavra e disse o que pensava a respeito.

A narrativa de cada um e as lembranças compartilhadas a respeito da experiência de vida levaram ao reconhecimento de situações de bullying e à percepção de que tanto o preconceito como a vitimização têm consequências negativas imediatas e tardias sobre todos os envolvidos.

Buscamos uma vivência mais ligada às experiências de cada pessoa, menos cognitiva. Pensar sobre as palavras trouxe conexões com sentimentos e todos foram capazes de perceber o preconceito e a discriminação envolvidos. Foi muito positivo, houve muita participação, brincadeiras de descontração e oportunidade de desconstruir estigmas.

Catarina Dahl

Execução dos serviços na fachada externa de um dos trechos

A restauração do Palácio Universitário da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) está seguindo o cronograma planejado de obras. Cada módulo passa por um período de dois meses de execução dos serviços. Nos últimos meses de 2016, os trabalhos foram concluídos em dois trechos da Ala Oeste da edificação. Paralelamente aos serviços de restauro do telhado e da fachada destes dois blocos, foram executadas a estrutura metálica da cobertura da Capela e a instalação de caibros em madeira, da subcobertura em alumínio e das ripas. A equipe de soldagem esteve concentrada na finalização desta estrutura.

Já a cobertura da Cúpula, de dimensões menores e um pouco mais complexa, teve sua geometria definitiva desenhada em novembro. A partir disso, foi feita uma pré-montagem no canteiro de obras para traçar uma metodologia de execução e desenvolver a curvatura perfeita, que acompanha o semicírculo da rotunda.

Após vencer estas dificuldades, a estrutura pôde então ser içada para o topo da Cúpula, finalizando a junção dos elementos e das soldagens. A Capela e a Cúpula receberam uma atenção especial para que fossem garantidos a qualidade da montagem, da soldagem e também o registro da execução.


Fachada externa de um dos trechos finalizada

Subcobertura em alumínio da Capela, após instalação de ripas
Treinamento para o Trabalho
em Altura

A técnica de segurança da Construtora Biapó Sueli Barreto participou, no início de novembro, do curso sobre a Norma Regulamentadora (NR) 35, que trata dos requisitos mínimos e das medidas de proteção para o trabalhador, envolvendo o planejamento, a organização e a execução, para garantir a segurança e a saúde dos envolvidos, direta ou indiretamente, nas atividades acima de dois metros de altura, em que existe risco de queda.

A ação foi promovida gratuitamente pelo Serviço Social da Indústria da Construção do Rio de Janeiro (SECONCI-RIO), e a técnica foi acompanhada pela estagiária de administração Priscila Pires e o montador de andaime José Henrique Araújo.

Foram abordados assuntos ligados às normas e regulamentos aplicáveis ao trabalho em altura; análise de risco e condições impeditivas; riscos potenciais inerentes ao trabalho em altura e medidas de prevenção e controle; sistemas, equipamentos e procedimentos de proteção coletiva; equipamentos de proteção individual para trabalho em altura (seleção, inspeção, conservação e limitação de uso); acidentes típicos de trabalhos em altura; condutas em situações de emergência, incluindo noções de técnicas de resgate e de primeiros socorros.

Também foi realizada uma aula prática com duração de quatro horas. O treinamento em altura foi feito em uma torre montada no local e em uma parede de escalada, utilizando cinto com trava-queda retrátil, simulação de queda e como utilizar o talabarte tipo Y (com dois pontos de ancoragem) de forma correta.

O certificado do curso é exigido pelo Ministério do Trabalho e demonstra a importância da prevenção de acidentes e da replicação dessa prática, por parte das empresas, em prol da valorização e da segurança do trabalhador.

Primeiros Socorros

A técnica de segurança compareceu ainda a um curso de Primeiros Socorros na mesma semana, também no SECONCI-RIO, com carga horária de 4 horas, conforme exigência da NR-07 (item 7.5.1 da portaria nº 3214 de 08/06/1978, alterada pela portaria nº 24 de 29/12/1994).

Esta norma estabelece a obrigatoriedade de elaboração e implementação, por parte de todos os empregadores e instituições que admitam trabalhadores como empregados, do Programa de Controle Médico de Saúde Ocupacional (PCMSO), com o objetivo de promoção e preservação da saúde do conjunto dos trabalhadores.

O curso abordou noções básicas de primeiros socorros; regras básicas de primeiros socorros; tipos de emergência (ferimentos, queimaduras, convulsão, desmaio, fraturas, envenenamento, parada cardíaca, choque elétrico e corpo estranho nos olhos); cuidados essenciais para atualização de materiais de primeiros socorros; amputação traumática; material necessário para primeiros socorros; procedimentos legais na ocorrência de acidentes de trabalho; hospitais para atendimento de emergência.

Vacinação e serviço médico
no canteiro de obras


O SECONCI-RIO também visitou o canteiro de obras do Palácio para prestar serviço médico itinerante nos dias 12 e 24 de agosto.

Primeiramente, enfermeiros fizeram uma pré-avaliação de todos os colaboradores do canteiro de obras e, em seguida, foram realizadas consultas com um clínico geral, que verificou a frequência cardíaca, a pressão arterial e a taxa de glicose dos operários. Também foram pedidos exames laboratoriais e encaminhamento para consultas com especialistas, agendadas no serviço médico oferecido pela instituição.

Os profissionais retornaram ao canteiro de obras no dia 31 de agosto para terminar a campanha de vacinação antitetânica e tríplice viral. Também foi aplicada a primeira dose da vacina contra Hepatite B.

Educação Patrimonial aborda
a importância do letramento

Foi em outubro de 2016 que os trabalhadores da obra do Palácio Universitário da UFRJ e os alunos de Educação Patrimonial tiveram a oportunidade de ouvir os relatos de seus colegas sobre o impacto que teve em suas vidas aprender a ler e a escrever.

A professora Simone Reis ministrou uma aula especial sobre a importância da alfabetização na vida das pessoas e para o exercício da cidadania. Na ocasião, que reuniu 70 ouvintes, foi exibido um vídeo com depoimentos dos colaboradores da Biapó que participam das aulas de alfabetização para jovens e adultos trabalhadores.

Muitos falaram sobre as circunstâncias que os impediram de aprender a ler e a escrever quando crianças, da felicidade que sentem com o progresso na leitura e na escrita, de como se sentem mais independentes até para andar de ônibus e metrô pela cidade e conferir as anotações da carteira de trabalho. Todos eles querem continuar o aprendizado e percebem que podem ter melhores oportunidades na vida e no trabalho com isso.

O objetivo principal da atividade foi apresentar o Programa de Letramento, oferecido pela Biapó há mais de cinco anos aos colaboradores que não tiveram oportunidade de se alfabetizar.

Além do vídeo, também foi exibido o curta-metragem de animação “Vida Maria”, do diretor Márcio Ramos, que aborda o círculo vicioso no qual se encontram muitas crianças de famílias pobres, que não podem estudar porque precisam ajudar no sustento da casa.




A obra de restauração do Palácio conta hoje com mais de dez alunos regularmente matriculados no Programa de Alfabetização de Jovens e Adultos trabalhadores. As aulas acontecem duas vezes por semana no canteiro de obra. A equipe de educadores é formada por uma pedagoga e um museólogo, estagiários de arquitetura e convidados.

Confraternização

Com muito fôlego, alegria e descontração, a equipe da obra de restauração do Palácio Universitário comemorou o mês de novembro reunindo cerca de 50 pessoas, entre trabalhadores, convidados e familiares, no campo do Aterro do Flamengo, para, juntos, celebrarem os aniversariantes do mês.

Com um delicioso churrasco – feito com dinheiro arrecadado pela própria equipe –, bebidas, guloseimas e, claro, a tradicional "pelada", que contou com os jogadores veteranos do time da empresa, além de convidados, a festa resultou em uma disputa acirrada entre os times e muita animação.

Biapó em Sua Casa

Projeto Biapó em sua Casa segue
beneficiando os colaboradores

Ao longo de 2016, o Projeto Biapó em sua Casa beneficiou várias famílias, ajudando seus colaboradores a fazerem melhorias em suas casas.

O servente Márcio Jorge da Silva Santos, conhecido como Asprila, funcionário da Biapó desde julho de 2015 (em segunda admissão), iniciou as tão esperadas obras para tornar mais confortável sua casa, localizada na comunidade do Salgueiro, bairro da Tijuca, zona norte do Rio de Janeiro, onde mora com a esposa, a filha e o genro.

O mutirão dos colegas da Construtora, realizado em agosto, o ajudou a fazer o emboço das paredes e o contrapiso de dois quartos e da sala. Participaram o mestre de obras Robson dos Santos, o museólogo Sérgio Costa, os pedreiros Genival Paulino Amaro, Geremias Felipe da Silva, José Carlos Barbosa e Antônio Pedro da Costa, o encarregado Antônio Paiva e o servente Leandro Alves da Silva.


A família do sorteado serviu petisco e refrigerante durante os trabalhos e todos fizeram pausa para o almoço na quadra Raízes da Tijuca, onde estava acontecendo uma roda de samba.

Outro
sorteado__________________

Sorteado no primeiro semestre, o meio oficial Willian Tavares, que está na empresa desde maio de 2015 (em segunda admissão), também está melhorando sua casa em Duque de Caxias. O mutirão está sendo realizado em etapas, com a ajuda de familiares, inclusive de seu irmão, Leonel Tavares, também colaborador da Biapó, na função de montador de andaime.

Na primeira etapa, foi executada a laje pré-moldada da residência onde mora com a esposa e três filhos. "Fiquei cinco anos e quatro meses na Biapó. Saí e voltei há um ano e, só agora, fui sorteado. Ganhei na hora certa, porque eu não tinha terreno para construir antes como tenho hoje. Deu tudo certo", contou ele, que é bastante otimista a respeito do futuro.


Willian Tavares

Serviço executado pelo colaborador Willian Tavares
Expediente

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Coordenação editorial: Adriano Carvalho | Jornalista Responsável: Armando Araújo GO0554 JP |
Textos: Adriano Carvalho e Cláudia Nunes |
Colaboração: Camila Furloni, Sérgio Costa, Isabella Rocha e Thatiane Moraes |
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