Programa Alfabetização de Jovens e Adultos Trabalhadores

A iniciativa surgiu da constatação de que alguns funcionários não sabiam ler nem escrever, ou tinham alguma deficiência educacional. Com o objetivo de devolver a esse grupo o direito de dar os primeiros passos para a educação formal, desde 2008 são oferecidas aulas de alfabetização dentro dos canteiros das obras da CONSTRUTORA. As aulas são direcionadas individualmente, de acordo com o perfil de cada funcionário e seu grau de instrução, resultando em um plano de estudo personalizado. São sempre realizadas em horário regular de trabalho, permitindo a participação de todos os funcionários e promovendo a capacitação de toda a equipe.

A qualificação profissional não é apenas um conjunto de conhecimentos técnicos e de habilidades, uma vez que inclui a relação dos indivíduos com seu contexto social, construído em determinados campos de valores e representações do mundo.

Diante disso, a BIAPÓ entende que seu compromisso com o mercado vai além da restauração de monumentos e obras de arte.

A construção de cidadãos mais confiantes e preparados para a vida profissional e social também está no escopo de seus projetos. No ano de 2012, trabalhos de natureza social elaborados desde 2011 ganharam corpo e amadureceram. Novas ideias e parcerias de âmbito educativo também vieram à tona. É o caso do EJA, sigla que denomina o projeto de Educação de Jovens e Adultos, e que, dentro dos canteiros de obra da empresa, tornou-se o PEJAT, incluindo o termo “trabalhador” ao original.

Na BIAPÓ, o projeto educativo alinha-se ao tema da educação para o patrimônio.

O ensino torna-se mais direcionado, utilizando palavras e termos que remetem diretamente ao conhecimento específico das atividades de restauração. Um diferencial em sua aulas. O aluno é o próprio trabalhador da empresa que muitas vezes desconhece o entendimento de patrimônio. A proposta pedagógica é alfabetização com base em práticas e vivências dos aspectos patrimoniais, aplicados às questões do âmbito do trabalho da restauração arquitetônica.

Essa forma de ensino faz parte do conceito de Letramento, isto é, o aprendizado formal por intermédio de palavras que pertencem diretamente ao contexto em que o aluno está inserido, pessoal e profissionalmente. Ao mesmo tempo em que se apresenta um novo conhecimento aos alunos trabalhadores, é possível um mergulho em seu próprio cotidiano. A proposta não se torna estanque, visa estimular e aflorar o espírito crítico de cada um dos alunos, para que estes utilizem sua bagagem de vida para refletir e agir em sua sociedade com mais autonomia.

O projeto procura estimular a capacidade de ler e escrever dos funcionários, ajudando a resgatar a dignidade dos trabalhadores. As aulas são ministradas por profissional contratado especialmente para lecionar e atender à demanda pedagógica dos alunos. Para os já alfabetizados é oferecida a oportunidade de aperfeiçoamento do conhecimento da língua e, para os não alfabetizados, o aprendizado começa do zero.